Manaus | 19 de julho de 2026 | 21:05:36

Novas imagens mostram técnica de enfermagem tentando sair de hospital com recém-nascido no colo

DISTRITO FEDERAL – Imagens de segurança divulgadas nesta segunda-feira (06) revelam momentos de tensão ocorridos no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), no Distrito Federal. As gravações, registradas no último dia 28 de março, mostram a técnica de enfermagem Eliane Borges Tavares Vieira, de 44 anos, tentando deixar a unidade de saúde carregando um recém-nascido nos braços.

O Flagrante

O incidente ocorreu enquanto a mãe do bebê ainda se recuperava de uma cirurgia no pós-operatório. Eliane foi interceptada por uma vigilante do hospital antes que conseguisse atravessar a saída do setor de obstetrícia. Ao ser questionada sobre para onde estaria levando a criança, a profissional de saúde não apresentou justificativa técnica plausível, o que levou à sua detenção imediata.

Na delegacia, a defesa e a própria técnica sustentaram uma tese que causou indignação: a de que a tentativa de sair com o bebê não passava de uma “brincadeira”.

Liberdade Provisória e Restrições

Apesar da prisão em flagrante no dia do ocorrido, Eliane obteve liberdade provisória após audiência de custódia realizada em 29 de março. No entanto, a Justiça impôs uma série de medidas cautelares rigorosas para que ela permaneça em liberdade:

Distanciamento: Proibição de se aproximar a menos de 300 metros do Hospital Regional de Santa Maria.

Sem Contato: Impedimento total de comunicação com a mãe do bebê, com os profissionais de saúde da unidade e com os vigilantes que efetuaram o flagrante.

Acesso Negado: A técnica está terminantemente proibida de acessar qualquer unidade neonatal ou maternidade, seja pública ou privada.

Investigação em Curso

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, que analisa se houve planejamento prévio ou se outras crianças correram risco sob os cuidados da profissional. O hospital também instaurou um processo administrativo para apurar a conduta da servidora, que pode resultar em sua demissão definitiva e cassação do registro profissional.

O vídeo divulgado hoje serve como peça-chave no inquérito para confrontar a versão de “brincadeira” com o comportamento registrado pelas câmeras de monitoramento.

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