O cenário de violência contra a mulher no Amazonas tem pautado o debate público e as agendas de segurança para 2026. Com a escalada de casos que estampam os noticiários locais, a necessidade de fortalecer a rede de proteção tornou-se um ponto central nas discussões sobre políticas públicas de amparo às vítimas e repressão ao crime.
Nesse contexto, a pré-candidata ao Governo do Estado, Professora Maria do Carmo (PL), defendeu a descentralização do atendimento especializado. A proposta central é a criação de delegacias focadas especificamente em feminicídio, com presença em municípios do interior, reduzindo a dependência da capital.
Foco na prevenção e no interior
Atualmente, embora existam Delegacias Especializadas em Crimes contra a Mulher (DECCM), a maior parte da estrutura está concentrada em Manaus. Para Maria do Carmo, a falta de unidades bem estruturadas nas calhas dos rios dificulta o acolhimento rápido e a interrupção do ciclo de violência antes que ele atinja o desfecho fatal.
“Muitas vezes, o feminicídio é o último capítulo de uma história de violência que poderia ter sido interrompida antes”, avalia a pré-candidata. Segundo ela, a proposta visa garantir equipes preparadas para agir com rapidez, oferecendo um suporte que vá além da denúncia, alcançando também o suporte psicológico.
Impacto psicológico e social
A discussão levanta um alerta sobre as marcas invisíveis da violência. De acordo com a pré-candidata, o medo constante e a ansiedade gerados pelo ambiente de insegurança afetam não apenas a mulher, mas toda a estrutura familiar e social do Amazonas.
A pauta de segurança pública feminina deve seguir como um dos temas mais sensíveis da corrida eleitoral, à medida que a sociedade cobra respostas mais eficazes contra a impunidade e pela preservação da vida das amazonenses.
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