O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tornou-se o mais novo alvo de uma movimentação do Ministério da Justiça que levanta debates sobre os limites da liberdade de expressão parlamentar. Em uma de suas últimas medidas na pasta, a equipe de Ricardo Lewandowski enviou à Polícia Federal uma representação que busca investigar o senador por opiniões publicadas em suas plataformas digitais.
O “Crime” de Opinar
A ação foi motivada por um pedido da deputada petista Dandara (MG), que se incomodou com postagens onde Flávio estabelece conexões políticas entre o presidente Lula e o regime venezuelano de Nicolás Maduro. Para os aliados do senador, a medida é vista como um uso do aparato estatal para intimidar um dos principais nomes da oposição e pré-candidato ao Planalto em 2026.
O ofício, encaminhado à diretoria-geral da PF, pede que o órgão “aprecie” o conteúdo das postagens, colocando em xeque o direito de crítica de um representante eleito.
Blindagem e Preservação de Dados
A solicitação da parlamentar do PT vai além da investigação: ela exige que a Polícia Federal atue para garantir a “preservação de evidências digitais”, tratando opiniões políticas como potenciais delitos de difamação. Flávio Bolsonaro, que frequentemente utiliza suas redes para fiscalizar e criticar a gestão atual, agora vê sua atividade digital sob monitoramento oficial.
Reação Política
Para observadores políticos, o caso reforça a narrativa de que membros da oposição enfrentam uma “vigilância seletiva”. Enquanto a deputada Dandara afirma que busca “compromisso com a verdade”, o grupo político do senador interpreta a ação como uma estratégia para desgastar sua imagem e criar obstáculos jurídicos no caminho para as próximas eleições.
A Polícia Federal ainda não confirmou se abrirá o inquérito ou se devolverá o processo ao Ministério por falta de provas de crime.





