A Justiça do Rio Grande do Sul condenou o atual prefeito de Gramado, Nestor Tissot (PP), e outras sete pessoas por atos de improbidade administrativa relacionados à organização do tradicional evento Natal Luz.
A sentença, proferida em novembro de 2025, é de primeira instância, o que significa que ainda cabe recurso e, por isso, os condenados permanecem em seus cargos.
De acordo com a decisão judicial, Nestor Tissot recebeu a pena mais severa, com suspensão dos direitos políticos por 10 anos, além da obrigação de devolver R$ 1,5 milhão aos cofres públicos.
As demais punições incluem multas e ressarcimento dos valores desviados, com períodos de suspensão dos direitos políticos que variam entre sete e dez anos.
A sentença apontou diversas irregularidades, entre elas o uso de recursos públicos para benefício pessoal, como o custeio de viagens, hospedagens e refeições, além do direcionamento de contratos e patrocínios a empresas ligadas a um mesmo grupo familiar.
O processo é um desdobramento da Operação Papai Noel, deflagrada pelo Ministério Público Estadual em 2011, que investigou fraudes na gestão do Natal Luz entre os anos de 2007 e 2010. Entre os condenados também estão o ex-prefeito Pedro Henrique Bertolucci e empresários ligados à organização do evento.
Em nota, a defesa de Nestor Tissot afirmou que a decisão não interfere no mandato atual e que o caso seguirá sendo discutido nas instâncias superiores.
A condenação teve grande repercussão em Gramado, cidade cuja economia é fortemente baseada no turismo, reacendendo o debate sobre transparência, fiscalização do dinheiro público e a gestão de grandes eventos financiados com recursos públicos.




