A madrugada desta terça-feira (31) foi marcada por cenas de vandalismo e profanação no Velório Municipal de Marília, no interior de São Paulo. Por volta das 3h, ao menos dois homens invadiram o local, destruíram portas de vidro, depredaram salas e violaram um caixão, provocando pânico e indignação.
De acordo com a Polícia Civil, a ação atingiu diretamente as salas 1 e 2 do velório. O caixão violado continha o corpo de Alan Rodrigo, autor confesso do feminicídio de Vanessa Anízia, crime que gerou forte comoção e revolta na cidade.A principal suspeita é de que os invasores tenham ido ao local com o objetivo específico de encontrar o corpo do feminicida.
Após os atos de destruição, os homens ainda dispararam rojões em direção ao prédio antes de fugir. Apesar da gravidade do episódio, ninguém ficou ferido.Toda a invasão foi registrada por câmeras de segurança, e as imagens já estão em posse da Polícia Civil.
O caso é investigado como dano ao patrimônio público e vilipêndio de cadáver. As autoridades não descartam a ligação direta entre o ataque e o crime que antecedeu os fatos.
O episódio ocorre em meio a uma sequência de acontecimentos traumáticos que abalaram Marília. Um detalhe que aumentou a revolta popular é que a família da vítima, Vanessa Anízia, não teve direito a velório, o que intensificou a sensação de injustiça entre moradores.
A Polícia Civil segue com as investigações, e novas informações devem ser divulgadas após a análise das imagens e depoimentos.
O QUE É VILIPÊNDIO DE CADÁVER?
Previsto no artigo 212 do Código Penal Brasileiro, o vilipêndio de cadáver ocorre quando há desrespeito ou profanação de um corpo humano, como violação de caixão ou atos que atentem contra a dignidade da pessoa falecida e de seus familiares.
O crime pode resultar em detenção e multa.








