BRASÍLIA – A jurista e ex-ministra do STJ, Eliana Calmon, voltou a agitar os bastidores do Judiciário com declarações fortes em entrevista ao programa Arena Oeste. Sem hesitar, Calmon afirmou que a libertação e a anulação das condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram parte de um movimento estratégico do Supremo Tribunal Federal (STF) para conter o avanço político de Jair Bolsonaro.
O “Plano” para frear Bolsonaro
Segundo Calmon, o “sinal vermelho” acendeu para os ministros do Supremo quando Bolsonaro manifestou o desejo de transformar o STF em uma Corte Constitucional. Para a ex-ministra, os magistrados interpretaram a proposta como uma ameaça direta ao poder e à influência da instituição.
“Bolsonaro não pode mais ser presidente de forma alguma. Quem a gente vai botar? Fizeram uma enquete. O único que sobrou foi Lula da Silva”, disparou a magistrada.
Desmoralização da Lava Jato
Na visão de Eliana Calmon, para viabilizar o retorno de Lula ao cenário eleitoral, foi necessário primeiro desestruturar o que sustentava suas condenações. Ela afirma que o STF “montou um plano” para desmoralizar a Operação Lava Jato e o trabalho do então juiz Sergio Moro, criando a narrativa de conluio para anular os processos.
8 de Janeiro: “Narrativa para 2026”
A ex-ministra também comentou sobre os atos de 8 de janeiro de 2023. Para ela, o episódio foi utilizado para consolidar uma narrativa que visa manter Bolsonaro fora das eleições de 2026. Calmon questionou a viabilidade de um golpe de Estado sem armas ou soldados, classificando a interpretação oficial do Judiciário como “não crível”.





