Manaus | 24 de julho de 2026 | 10:00:25

Arquivo da PM aponta uso de jacarés para ocultar corpos no Complexo da Penha

Investigações conduzidas pelas forças de segurança do Rio de Janeiro revelam um cenário ainda mais brutal da atuação do Comando Vermelho no Complexo da Penha. Segundo a Polícia Militar, traficantes utilizavam locais com presença de jacarés para descartar corpos de vítimas executadas por facções, em uma estratégia macabra de intimidação e domínio territorial.

As imagens fazem parte de um levantamento sigiloso que identificou pontos de violência extrema e logística criminosa dentro da comunidade. O material foi usado para embasar a megaoperação conjunta nos Complexos da Penha e do Alemão, que mobilizou cerca de 2.500 agentes entre policiais civis e militares.

A prática do terror

De acordo com as autoridades, a utilização de áreas alagadas — onde jacarés se alimentariam rapidamente dos restos mortais — tinha como objetivo evitar vestígios e espalhar medo entre rivais e moradores.

A PM afirma que, além do uso dos animais como destino final das vítimas, os traficantes controlavam esses espaços como “zonas de punição”, onde torturas e execuções eram realizadas longe do alcance das autoridades.

Megaoperação e balanço

O confronto entre forças de segurança e criminosos resultou em:

121 mortos

Apreensão de fuzis, pistolas, revólveres e explosivos

Blindados e helicópteros no apoio às incursões

Prisões e retirada de barricadas

As ações seguem sob análise do Ministério Público e de organizações de direitos humanos, diante do elevado número de mortes e denúncias de excessos.

Investigações continuam

O objetivo das autoridades é aprofundar o mapeamento da rede criminosa, que inclui desde rotas de armamento e drogas até métodos de intimidação usados para manter o controle da região.

O Comando Vermelho não se pronunciou oficialmente.

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