Um levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) acendeu o alerta entre empresários do comércio e de serviços: a dificuldade em contratar trabalhadores tem relação direta com o Bolsa Família.
Segundo o estudo, jovens de baixa renda têm optado por permanecer na informalidade ou em atividades de curta duração para manter o benefício federal, já que a assinatura de carteira formal pode levar à perda do auxílio.
Representantes de entidades empresariais afirmam que o programa, embora essencial no combate à pobreza, acabou se tornando um “vilão” da escassez de mão de obra em diversos setores especialmente em funções operacionais e de atendimento.
O estudo aponta ainda que o problema é mais visível em cidades médias e pequenas, onde o valor do Bolsa Família representa parte significativa da renda familiar. A FGV sugere a revisão de critérios para evitar o desestímulo à formalização do emprego.
Enquanto isso, empresários relatam vagas abertas por meses, com dificuldade em atrair candidatos dispostos a assinar a carteira.







