Um juiz foi flagrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em estado de embriaguez enquanto dirigia, com uma mulher nua sentada em seu colo, em uma rodovia federal. O episódio ocorreu durante uma abordagem de rotina e ganhou repercussão após o conteúdo ser divulgado por agentes envolvidos na ocorrência.
Segundo o boletim da PRF, a situação ficou ainda mais inusitada quando a mulher, percebendo que o condutor apresentava sinais claros de embriaguez, tentou assumir o controle do veículo, numa tentativa de evitar a prisão do magistrado ou uma infração mais grave. Ela estava completamente despida e tentou se deslocar para o banco do motorista no momento da abordagem.
Ainda de acordo com os agentes, o juiz apresentava sinais evidentes de alteração, como fala arrastada, dificuldade de equilíbrio e odor etílico. Ele se recusou a realizar o teste do bafômetro.
A PRF lavrou auto de infração por dirigir sob efeito de álcool e o caso foi encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao tribunal ao qual o magistrado está vinculado. O nome do juiz e sua lotação ainda não foram oficialmente divulgados.
A mulher envolvida também deverá ser ouvida no inquérito. O episódio levanta novamente o debate sobre conduta de autoridades públicas fora do exercício da função, e os reflexos da impunidade frente à legislação de trânsito brasileira.






