O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (11) que o Brasil adotará medidas de reciprocidade caso os Estados Unidos, sob nova gestão de Donald Trump, mantenham a decisão de aumentar as tarifas sobre produtos brasileiros. O aviso veio após os EUA anunciarem um reajuste de até 50% nas tarifas de importação sobre itens como aço, alumínio, carne bovina, suco de laranja e etanol.“Se não houver solução até o fim deste mês, o Brasil tomará medidas equivalentes no dia 1º de agosto. O mundo precisa entender que o nosso país não é submisso”, declarou Lula durante evento no Palácio do Planalto.
A declaração foi um recado direto ao republicano Donald Trump, que voltou à Casa Branca após vencer as eleições presidenciais de 2024. Trump retomou sua política protecionista e mira agora o Brasil entre os alvos de sua chamada “guerra comercial”.
Segundo Lula, o governo brasileiro está tentando uma solução diplomática com autoridades norte-americanas, mas não aceitará prejuízos unilaterais. “Temos setores produtivos inteiros sendo ameaçados. Vamos defender o que é nosso com firmeza e equilíbrio”, completou.
Representantes da indústria e do agronegócio elogiaram o posicionamento firme do presidente. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Associação Brasileira da Indústria do Aço já solicitaram ao Ministério da Fazenda um pacote emergencial para mitigar possíveis impactos econômicos.
Nos bastidores do Itamaraty, há movimentação para articular apoio de países do BRICS e da América Latina como forma de pressão coletiva. Caso as tarifas não sejam revertidas, o Brasil poderá sobretaxar produtos norte-americanos como medida de retaliação econômica.





