O caso aconteceu na rua Rio Parapuã (antiga rua B), no bairro São José 3, zona leste de Manaus, onde diversas famílias dividem um conjunto de residências conjugadas. Fábio morava nos fundos da vila com a esposa; Michel, na parte inferior; e o filho dele, uma criança autista, vivia à frente, com a mãe.
Segundo relatos de moradores, no fim de semana do dia 21 de junho, Michel teria saído para consumir bebida alcoólica e deixou o filho sozinho, trancado e com fome. Sensibilizada, a esposa de Fábio abriu a tela da janela para entregar comida à criança. O gesto, porém, revoltou Michel.
Ao retornar, Michel foi tirar satisfação com Fábio. Mesmo diante da agressividade, Fábio tentou manter a calma e disse:
“Se o problema for a tela, eu pago outra.”
Michel não aceitou o diálogo e passou a ameaçar o casal, exigindo que deixassem o imóvel imediatamente. Fábio e a esposa pediram um prazo até o fim do mês, mas a tensão seguiu aumentando.
No sábado, 29 de junho, Michel partiu para cima de Fábio e o agrediu de forma covarde. Fábio foi socorrido e levado ao Hospital 28 de Agosto, mas não resistiu aos ferimentos. Teve a morte cerebral confirmada pelos médicos na segunda-feira, e na manhã desta quarta, seus órgãos pararam de funcionar.
⚖️ Família pede justiça: “Fábio morreu como herói”
A dor da perda se soma à revolta da impunidade. Michel dos Santos chegou a se apresentar na delegacia com um advogado, mas foi liberado, mesmo diante da gravidade dos fatos. A comunidade está indignada.
“Fábio não era parente da criança, mas teve mais humanidade que o próprio pai. Ele deu a vida tentando proteger um menino indefeso. Morreu como um herói. Agora, o mínimo que esperamos é justiça”, declarou um familiar.
A criança autista vivia em situação de negligência, maus-tratos, cárcere privado e fome, de acordo com relatos dos vizinhos. A morte de Fábio não pode ser tratada como mais um número. A família exige que Michel seja preso preventivamente e responda por homicídio, além de crimes contra a criança.
“Queremos justiça! Não é justo que um homem que tirou a vida de outro continue livre. Meu irmão não merecia isso. Ele era um homem bom, trabalhador, que só tentou fazer o certo”, disse a irmã da vítima, comovida.
🕯️ Despedida e dor
Nesta quarta-feira (2), o corpo de Fábio foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) e entregue à família para o velório e sepultamento. A comoção tomou conta da vizinhança. Em meio às lágrimas, todos repetem a mesma frase:
“Ele morreu como um herói.”
Um gesto de humanidade, coragem e empatia custou a vida de Fábio Souza dos Santos, de 38 anos, que teve morte cerebral decretada na segunda-feira (30) e, nesta quarta-feira (2), faleceu oficialmente após seus órgãos pararem de funcionar.
Fábio foi brutalmente agredido ao tentar proteger uma criança autista que vivia em situação de maus-tratos, cárcere privado e fome o próprio filho de Michel dos Santos, o agressor, que segue em liberdade.
O caso aconteceu na rua Rio Parapuã (antiga rua B), no bairro São José 3, zona leste de Manaus, onde diversas famílias dividem um conjunto de residências conjugadas. Fábio morava nos fundos da vila com a esposa; Michel, na parte inferior; e o filho dele, uma criança autista, vivia à frente, com a mãe.
Segundo relatos de moradores, no fim de semana do dia 21 de junho, Michel teria saído para consumir bebida alcoólica e deixou o filho sozinho, trancado e com fome. Sensibilizada, a esposa de Fábio abriu a tela da janela para entregar comida à criança. O gesto, porém, revoltou Michel.
Ao retornar, Michel foi tirar satisfação com Fábio. Mesmo diante da agressividade, Fábio tentou manter a calma e disse:”Se o problema for a tela, eu pago outra.”Michel não aceitou o diálogo e passou a ameaçar o casal, exigindo que deixassem o imóvel imediatamente. Fábio e a esposa pediram um prazo até o fim do mês, mas a tensão seguiu aumentando.
No sábado, 29 de junho, Michel partiu para cima de Fábio e o agrediu de forma covarde. Fábio foi socorrido e levado ao Hospital 28 de Agosto, mas não resistiu aos ferimentos. Teve a morte cerebral confirmada pelos médicos na segunda-feira, e na manhã desta quarta, seus órgãos pararam de funcionar.
Família pede justiça: “Fábio morreu como herói”A dor da perda se soma à revolta da impunidade. Michel dos Santos chegou a se apresentar na delegacia com um advogado, mas foi liberado, mesmo diante da gravidade dos fatos. A comunidade está indignada. “Fábio não era parente da criança, mas teve mais humanidade que o próprio pai. Ele deu a vida tentando proteger um menino indefeso. Morreu como um herói. Agora, o mínimo que esperamos é justiça”, declarou um familiar.
A criança autista vivia em situação de negligência, maus-tratos, cárcere privado e fome, de acordo com relatos dos vizinhos. A morte de Fábio não pode ser tratada como mais um número. A família exige que Michel seja preso preventivamente e responda por homicídio, além de crimes contra a criança. “Queremos justiça! Não é justo que um homem que tirou a vida de outro continue livre. Meu irmão não merecia isso. Ele era um homem bom, trabalhador, que só tentou fazer o certo”, disse a irmã da vítima, comovida.
Despedida e dorNesta quarta-feira (2), o corpo de Fábio foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) e entregue à família para o velório e sepultamento. A comoção tomou conta da vizinhança. Em meio às lágrimas, todos repetem a mesma frase:”Ele morreu como um herói.”




