Nesta terça-feira (17), a Justiça do Amazonas proferiu sentença condenatória contra sete indivíduos envolvidos no caso de Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido. Entre os condenados estão Cleusimar Cardoso Rodrigues, mãe de Djidja, e Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da vítima. Ambos foram sentenciados a 10 anos, 11 meses e 8 dias de reclusão por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Detalhes do Caso
Djidja Cardoso, conhecida por sua atuação como sinhazinha no Festival de Parintins, foi encontrada morta em sua residência em Manaus no final de maio de 2024. A principal suspeita é de que a causa de sua morte tenha sido uma overdose de cetamina, substância anestésica de uso veterinário que, quando utilizada de forma recreativa, pode induzir a alucinações e dependência. 
Investigações subsequentes revelaram que a família de Djidja liderava um grupo denominado “Pai, Mãe, Vida”, que promovia o uso indiscriminado de cetamina entre seus membros e seguidores. Além de Cleusimar e Ademar, foram condenados:
• José Máximo Silva de Oliveira: proprietário de uma clínica veterinária que fornecia a cetamina.
• Sávio Soares Pereira: sócio de José Máximo na clínica veterinária.
• Hatus Moraes Silveira: coach que se passava por personal trainer da família de Djidja.
• Verônica da Costa Seixas: gerente de uma rede de salões de beleza da família de Djidja.
• Bruno Roberto da Silva Lima: ex-namorado de Djidja.
Todos foram igualmente condenados a 10 anos, 11 meses e 8 dias de reclusão pelos mesmos crimes.
Abusos e Torturas
Durante as investigações, foi revelado que Djidja sofria torturas físicas por parte de sua mãe, Cleusimar Cardoso. Depoimentos indicaram que Cleusimar agredia fisicamente Djidja, incluindo puxões de cabelo, beliscões e torções de braço. Além disso, a dependência de Djidja em relação à cetamina era conhecida por outros familiares, que relataram tentativas frustradas de intervenção. 
Próximos Passos
As investigações continuam, com a possibilidade de novas denúncias relacionadas a outros delitos, como estupro e aborto, sendo analisadas pelas autoridades competentes.





