O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil inicia, nesta terça-feira (10), sua última reunião sob a presidência de Roberto Campos Neto, que deixa o cargo após seis anos de mandato. A expectativa do mercado financeiro é de que a taxa Selic, atualmente em 11,25% ao ano, seja elevada em 0,75 ponto percentual, alcançando 12% ao ano.
A decisão de aumentar a taxa de juros visa conter pressões inflacionárias decorrentes da alta do dólar e do aumento nos preços dos alimentos. A ata da reunião anterior, divulgada em 14 de novembro, destacou a “incerteza” como fator relevante, reforçando a necessidade de uma política monetária mais restritiva.
Após esta reunião, Campos Neto passará o cargo para Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aprovado pelo Senado, que assumirá oficialmente em 1º de janeiro de 2025.
A autonomia do Banco Central, garantida pela legislação vigente, assegura que decisões como a elevação da taxa de juros sejam tomadas com base em critérios técnicos, visando o controle da inflação e a estabilidade econômica. A transição de liderança ocorre em um momento de desafios fiscais e econômicos, exigindo continuidade e consistência nas políticas monetárias adotadas.
Espera-se que a reunião de hoje reflita a continuidade da estratégia de combate à inflação, alinhada com os objetivos de estabilidade econômica e confiança dos investidores.






