Imagens aéreas mostram o impacto devastador da estiagem, revelando o antes e o depois do nível das águas que atingiu seu ponto mais crítico nos últimos anos. O Estado enfrenta a pior seca dos últimos anos, com o Rio Negro chegando à marca de 12,11 metros.
A Defesa Civil do Estado , divulgou, na última quarta-feira (09/10), um novo boletim com atualizações sobre a situação de seca no estado. Diante da intensificação dos efeitos da estiagem, o governador Wilson Lima declarou estado de emergência em todos os 62 municípios amazonenses.
Desde julho, quando a situação de emergência foi decretada, o governo distribuiu 2,2 mil toneladas de alimentos às regiões mais atingidas. Além disso, foram instalados 36 purificadores de água, com ênfase na calha do Alto Solimões, e distribuídas 850 caixas d’água para garantir o acesso à água potável.
Em apoio aos serviços de saúde, 128 cilindros de oxigênio foram enviados para cidades como Eirunepé, Canutama e Ipixuna, juntamente com a instalação de uma usina de oxigênio em Envira. O fornecimento de medicamentos e insumos também foi ampliado, totalizando 10,4 mil volumes distribuídos em todo o estado.
A estiagem também trouxe aumento nos focos de incêndio. Desde junho, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) combateu mais de 19,9 mil focos, sendo 2.215 na capital e 17,7 mil no interior.
Paralelamente, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) intensificou a fiscalização, com 433 embargos em áreas que somam mais de 20,6 milhões de hectares. Multas aplicadas já superam os R$ 144,6 milhões, além de 376 autos de infração e 192 detenções.
Essas ações integram a Operação Estiagem 2024, com foco na mitigação dos impactos da seca e na proteção ambiental, conforme o Comitê instituído em julho pelo governador Wilson Lima.








