Parintins, está em festa e cheia de visitantes para a celebração da cultura popular que, desde 1965, mantém viva a rivalidade amigável entre os Bois Caprichoso e Garantido. Jovens usaram a cor do contrário atrás da galera do garantido no Bumbódromo, essa área é do garantido, e esse tipo de situação certamente será mais comum este ano.
A divisão da cidade não é algo que aparece em mapas ou fotografias aéreas. É uma linha imaginária, mas bem definida na vida dos parintinenses. “Tem uma linha imaginária que é a catedral. A catedral foi durante muito tempo o ponto mais alto da cidade, onde tem o mirante, então a catedral e a rua que sai dela até o bumbódromo acaba sendo essa linha imaginária e depois isso se transfere para o lado novo da cidade que é o próprio bumbódromo, isso se transfere pintando de um lado azul e do outro vermelho”, explica o professor universitário Diego Omar.
Essa linha imaginária ganha vida nas ruas da cidade. Faixas de pedestres, bancos de praça, calçadas e até placas de sinalização ostentam as cores vibrantes dos bois, reforçando a dualidade que define a semana do festival. O Boi Caprichoso, com sua cor azul, nasceu na parte central da cidade, na região conhecida como “francesa” e “urubuzal”. Já o Boi Garantido, representado pelo vermelho, tem suas raízes em um bairro mais afastado, a “baixa da xanda”, agora chamada de “baixa do São José”.
Apesar da rivalidade intensa que permeia o festival, ela permanece firmemente no campo do imaginário popular. Não há violência, apenas um profundo respeito mútuo e uma celebração vibrante da cultura local.
Este ano, o episódio dos jovens que usaram a cor “errada” apenas adicionou mais uma camada de humor e camaradagem ao evento. A cidade, que se divide em cores, se une em espírito, mostrando ao mundo que a rivalidade saudável pode ser uma força poderosa para o bem.








