Manaus | 4 de junho de 2026 | 09:02:14

Wilson Lima prevê direita menos radical e lamenta posição do Ministério do Meio Ambiente

Em entrevista para o site O Globo, governador do Amazonas, Wilson Lima (UB) afirmou que Jair Bolsonaro foi importante para que a direita pudesse emergir no cenário político nacional, mas que agora, para a próxima eleição presidencial, é preciso um representante menos radical. Ele apontou o nome do govenador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como possível quadro para suceder o ex-presidente num cenário hipotético contra o presidente Lula.

Eleito com uma imagem associada a Bolsonaro, Wilson acredita que o principal “erro” do líder da direita no Brasil foi um “gravíssimo” problema de comunicação. Ele cita, por exemplo, a questão ambiental para dizer que o governo anterior até estava certo no pensamento quando se referia ao meio ambiente mas que não conseguiu se fazer entender. Segundo ele, Bolsonaro entendeu que “não tem como preservar se não gerar oportunidade para as pessoas”, e que “o programa mais eficiente de combate ao desmatamento e queimadas é o envolvimento da população com atividades produtivas.”

Wilson Lima lamenta a narrativa adotada pelo governo federal , que passa a impressão de ser “mais interessante proibir a pavimentação de uma estrada como a BR-319 e ganhar o título de preservador do que enfrentar o desafio de dar acessibilidade para quem mora no Amazonas, com proteção ambiental”. Ele ressalta que ninguém está mais interessado em preservar a floresta do que o amazonense, que nela vive.

Sobre a relação dele com a Ministra do Meio Ambiente (MMA), Marina Silva, Wilson classifica como “boa”, embora tenha críticas a respeito do posicionamento da pasta ambiental, que, de acordo com ele, “é totalmente contra qualquer atividade econômica no estado, e não interessa se ela é sustentável e ambientalmente correta”.

Wilson também falou a respeito da Zona Franca de Manaus, que tem “prazo de validade”, e volta e meia sofre ameaças no Congresso Nacional. O governador destacou o investimento em curso de cerca de R$ 6 bilhões, até 2026, para a construção de três termelétricas, e citou o projeto do potássio, que teve um investimento de R$13 bilhões em quatro anos. Além disso, ele prevê “no prazo de 30 anos a geração 163 milhões de toneladas de crédito de carbono, algo em torno de R$ 3 bilhões”.

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