Em sessão do Conselho Nacional do Ministério Público, na condição de Conselheiro Federal da OAB, o amazonense Marco Aurélio Choy, manifestou solidariedade a uma colega advogada vítima de comentários inapropriados, durante uma sessão do Tribunal do Júri de MG, por parte de um Promotor de Justiça do mesmo estado, que a chamou de “galinha garnizé”, e que teria suscitado que a mesma, ao retirar sua beca, estaria fazendo “strip-tease”. A fala de Choy foi registrada durante a aprovação de abertura de Processo Administrativo Disciplinar contra esse Promotor.
Choy afirmou em suas redes sociais que as “falas não mereceriam passar sem crivo, que o Conselho Federal da OAB acompanhou e acompanhará o PAD recém instaurado”. Ele também ressaltou que embora o Tribunal do Júri seja um terreno de “debates acalorados, não pode ser palco de quebra do dever de urbanidade, de parte a parte, nem dos combativos membros do MP brasileiro, nem da Advocacia”.
Esse episódio envolvendo a advogada só confirma o modo com que as mulheres são (des)tratadas nos mais variados ambientes de trabalho, e levanta a discussão em torno do tema da violência profissional que muitas brasileiras sofrem diariamente.








