A enchente histórica que já matou 100 pessoas e inundou cidades no Rio Grande do Sul (RS) está sendo vista por especialistas como um alerta para um extremo climático em outra região: uma seca extrema nos rios da Amazônia, no segundo semestre deste ano.
No ano passado o estado do Amazonas foi assolado por uma seca severa que prejudicou a produção e transporte de alimentos no Amazonas. Municípios ficaram isolados e houve falta de comida e até água potável, inclusive, na zona rural de Manaus.
Pesquisadores do Tecnologia em Alimentos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), afirmam que neste ano haverá uma nova grande seca, visto que a cheia não foi intensa. A preocupação com o cenário deste ano nasceu ainda na seca do ano passado, quando já se falava que a estiagem de 2024 pode ser similar ou pior que a de 2023.
Na última segunda-feira (6), após a crise das chuvas explodir no Rio Grande do Sul, o governador do Amazonas, Wilson Lima, reuniu a Defesa Civil e 30 secretários da gestão estadual para alinhar ações de enfrentamento aos efeitos da seca deste ano.
“Estamos fazendo essa reunião de alinhamento com todas as secretarias envolvidas diretamente nessas ações de combate à estiagem e também de ajuda aos nossos irmãos que poderão ser afetados na atividade econômica ou na questão ambiental com desmatamento e queimadas, para que todas as secretarias se antecipem nas suas ações”, afirmou o governador, em comunicado divulgado à imprensa.
O governo estadual tem se reunido desde março com o governo federal, a exemplo dos ministérios de Portos e Aeroportos, Integração e Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente e Mudança do Clima, solicitando apoio na antecipação de ações que minimizem os impactos da futura estiagem.








