Manaus | 23 de julho de 2026 | 22:17:51

822 mil estupros por ano: Cartilha da OAB enfrenta a violência de gênero

A violência contra mulheres e meninas continua a ser um dos maiores desafios sociais do Brasil. Dados alarmantes divulgados na Cartilha de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres e Meninas, lançada pela Comissão Especial de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres da OAB MG, em parceria com os projetos Direito Dela e Direito das Minas, estimam que cerca de 822 mil estupros aconteçam por ano no país.

A cartilha, apresentada durante a 24ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, é mais do que um compilado de estatísticas chocantes. Ela serve como uma ferramenta educativa e prática, abordando as diversas formas de violência de gênero e oferecendo meios de identificação, prevenção e ação.

Além de conscientizar sobre comportamentos nocivos, o material tem como objetivo fortalecer redes de apoio e incentivar mulheres e meninas a romperem ciclos de abuso. A cartilha inclui informações sobre:
• Formas de violência: física, sexual, psicológica, patrimonial e moral.
• Locais de denúncia: como Delegacias da Mulher e o Disque 180.
• Ferramentas preventivas: estratégias para identificar situações de risco e buscar ajuda.

O impacto do material não se limita ao enfrentamento direto à violência, mas também visa criar um ambiente social mais seguro, livre de abusos e preconceitos. Segundo representantes da comissão, a cartilha é uma resposta urgente à escalada de casos de violência no Brasil, buscando não apenas combater, mas também prevenir as agressões que destroem vidas e perpetuam o medo.

“Ao oferecer informações e recursos para mulheres e meninas, queremos dar voz a quem muitas vezes é silenciada e mostrar que existe um caminho para romper com esse ciclo”, destacou uma das integrantes do projeto Direito Dela.

A cartilha está disponível para download e consulta pública, incentivando a participação ativa da sociedade na luta por um futuro mais justo e igualitário. A iniciativa também reforça a necessidade de engajamento do Estado, da sociedade civil e de instituições privadas no enfrentamento à violência de gênero.

Para acessar a cartilha, obter informações sobre apoio e denunciar casos de violência, procure as plataformas da OAB MG e dos projetos parceiros. A mudança começa com informação e ação.

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