As comemorações do 7 de Setembro foram marcadas por manifestações contrastantes em diferentes regiões do país. De um lado, a direita promoveu atos exigindo anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro. Do outro, a esquerda foi às ruas em defesa da soberania nacional e da justiça social.
Direita nas Ruas: Anistia, críticas ao STF e clamor por liberdade
Em diversas capitais, grupos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro organizaram manifestações com forte teor político. Os atos concentraram-se principalmente em críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e no pedido de liberdade para os presos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
Em Brasília, a Esplanada dos Ministérios foi o palco principal. Parlamentares como Jaime Bagattoli, Zé Trovão, Mario Frias, Damares Alves e Bia Kicis estiveram presentes, reforçando o discurso de perseguição política e pedindo anistia para os manifestantes presos. Um áudio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também foi transmitido no evento, reforçando as mensagens de apoio ao grupo.
No Rio de Janeiro, a manifestação ocorreu em Copacabana. Com bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos, manifestantes se reuniram em um clima de protesto contra o Judiciário. Entre os presentes estavam o senador Flávio Bolsonaro, o deputado Sóstenes Cavalcante e o governador Cláudio Castro.
Em São Paulo, a Avenida Paulista foi tomada por manifestantes vestidos de verde e amarelo, com faixas e cartazes pedindo liberdade para os “presos políticos” do 8 de janeiro e condenando as ações do STF.
Esquerda Mobiliza o “Grito dos Excluídos” em defesa da soberania e justiça social
Enquanto isso, movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda organizaram atos paralelos com o foco voltado para as pautas populares. Em Brasília, o “Grito dos Excluídos” reuniu manifestantes no centro da capital, com o tema “Vida em Primeiro Lugar”.
As reivindicações incluíam a implementação da jornada de trabalho 6×1, um plebiscito popular sobre temas sociais e maior apoio a idosos, mulheres, negros e pessoas em situação de rua. A manifestação teve um tom festivo, com apresentações musicais, rodas de capoeira e poesia, reforçando a cultura como forma de resistência.
Deputados e lideranças populares participaram do ato, destacando a importância de defender a democracia e os direitos sociais em um momento de intensa polarização política.
Em São Paulo, o evento foi realizado na Praça da República e contou com a presença de figuras como Guilherme Boulos e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. O lema do ato deixava claro o posicionamento: “Quem manda no Brasil é o povo brasileiro”.
Um País Dividido no Dia da Independência
As manifestações de 7 de Setembro deixaram evidente a divisão política que marca o Brasil. De um lado, a direita insiste em pautas revisionistas e questiona decisões judiciais em nome da liberdade. Do outro, a esquerda reforça a necessidade de justiça social, igualdade e soberania popular.
O Dia da Independência, que tradicionalmente simboliza união nacional, se tornou mais uma vitrine da disputa ideológica que segue viva no país.






