Nesta sexta-feira, dia 28 de fevereiro, a Zona Franca de Manaus completa 53 anos. Com um polo industrial moderno e competitivo, a ZFM vem registrando aumento no faturamento ano após ano, mesmo em tempos de crise.

Em 2017 a ZFM faturou R$ 82 bilhões. No ano seguinte o acumulo foi de R$ 93,4 bilhões. Até outubro do ano passado, a renda chegou a R$ 86,7 bilhões, segundo relatório divulgado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Embora as indústrias estejam lucrando mais, o número de trabalhadores com carteira assinada diminuiu. A renda média de cada trabalhador também caiu, o que sinaliza um descompasso no compromisso de combater a pobreza e levar desenvolvimento ao Amazonas.

Até o final do ano passado, o polo industrial da ZFM empregava aproximadamente 88,7 mil trabalhadores. Em 2015, quando o faturamento das empresas era menor, o número de empregados era maior, com cerca de 105 mil funcionários.

Ou seja, várias empresas estão obtendo lucros cada vez maiores (que são encaminhados para outros Estados e países), enquanto que o compromisso de gerar empregos no Amazonas foi deixado para trás.

Quem trabalha no PIM sabe que os salários foram achatados com a desculpa de contenção de gastos por causa da crise econômica que atingiu o Brasil a partir de 2014.

Com o retorno do lucro das empresas, os salários que deveriam acompanhar o crescimento da produção e do faturamento continuam minguados, para desespero dos trabalhadores.