O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o último a votar nesta quarta-feira (11) na ação penal que apura a chamada trama golpista. Com um voto firme, Zanin reforçou a tese da existência da organização criminosa e defendeu a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus.
No mérito da ação, o ministro apontou Bolsonaro como o “maior beneficiado das ações da organização criminosa”, ressaltando que o objetivo do grupo era romper com o Estado Democrático de Direito e manter um grupo específico no poder, independentemente da vontade popular.
“A estabilidade da organização, e o próprio direcionamento das ações antes e depois das eleições de 2022, revela a continuidade do projeto em torno do escopo maior da organização, que era a manutenção de grupo específico no poder, independentemente da vontade popular”, afirmou Zanin durante o voto.
Com os votos de Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, a Primeira Turma do STF formou maioria pela condenação dos acusados. O único voto divergente até o momento foi do ministro Luiz Fux.
Assim, com o posicionamento de Zanin, o placar agora está em 4 a 1 pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos demais envolvidos na tentativa de abalar as instituições democráticas brasileiras.










