A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) deixou o território brasileiro dias após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado.
A parlamentar é acusada de envolvimento em invasões cibernéticas e pela inclusão de documentos fraudulentos em sistemas oficiais da Justiça.A condenação foi aprovada pela maioria dos ministros do STF, que consideraram Zambelli culpada por facilitar o acesso de terceiros aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além de ter incentivado a fabricação de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes uma tentativa de manipular o ambiente institucional do país.
Zambelli, que se autodeclara perseguida por razões políticas, confirmou por meio de um canal aliado nas redes que se encontra fora do Brasil desde antes da sentença. Segundo a deputada, ela estaria nos Estados Unidos para cuidar de um problema de saúde e já teria planos de seguir para a Europa, onde possui cidadania italiana. “Não estou fugindo. Estou me resguardando e buscando justiça fora de um sistema que me condenou sem provas”, declarou em vídeo.
Nos bastidores, aliados afirmam que Zambelli pretende solicitar asilo político e recorrer da decisão brasileira em cortes internacionais. Enquanto isso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já protocolou um pedido de prisão preventiva e solicitou a inclusão de seu nome na lista de procurados da Interpol.
A decisão sobre a prisão agora depende do ministro relator Alexandre de Moraes, que também pode solicitar a extradição caso o destino final da deputada seja confirmado.
Com a ausência de Zambelli, o suplente Coronel Tadeu (PL-SP) deve assumir sua cadeira na Câmara dos Deputados. A expectativa no Congresso é de que o caso tenha impacto no debate sobre os limites da imunidade parlamentar e o uso de redes sociais como ferramenta política.






