Um novo capítulo promete agitar os bastidores da política e do Judiciário brasileiro. Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), agora morando na Itália, publicou uma série de mensagens nas redes sociais afirmando que irá revelar supostos segredos e bastidores do gabinete de Moraes.
“Destruiu minha vida e a de várias pessoas… em breve o Brasil saberá quem é Alexandre de Moraes”, escreveu Tagliaferro, que também divulgou uma chave Pix pedindo doações para o que chama de “missão pela verdade”.
Tagliaferro foi nomeado em 2022 como assessor-chefe da recém-criada Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, cargo estratégico durante o período eleitoral. No entanto, em maio de 2024, ele foi indiciado pela Polícia Federal por violação de sigilo funcional, acusado de vazar mensagens internas envolvendo o ministro e servidores do STF e TSE.
Segundo a PF, o ex-assessor agiu com “consciência e voluntariedade” ao tornar públicas informações restritas, consideradas de interesse institucional. A investigação indicou que ele teria vazado conteúdos em páginas anônimas com viés político.
Críticas à suposta parcialidade
Nas declarações recentes, Tagliaferro afirmou que, enquanto esteve no gabinete de Moraes, percebeu que somente conteúdos de direita eram monitorados, o que teria despertado sua desconfiança sobre a atuação da equipe.
As acusações ocorrem em meio a um ambiente já tenso: o nome de Alexandre de Moraes tem sido citado em investigações internacionais e pedidos de sanções como a possível aplicação da Lei Magnitsky por parte dos EUA, conforme já discutido em relatórios de parlamentares americanos.
Caso as ameaças de Tagliaferro se concretizem com provas ou documentos, o impacto pode ser significativo tanto no cenário político quanto na imagem institucional do Judiciário. Enquanto isso, o silêncio oficial do STF e a repercussão crescente nas redes sociais indicam que o episódio ainda deve render desdobramentos nos próximos dias e pode reacender debates sobre transparência, parcialidade e os limites do poder nas altas cortes do país.





