Duas mulheres foram brutalmente assassinadas a tiros na tarde de segunda-feira (22), em diferentes regiões de Manaus, com um intervalo de cerca de quatro horas entre os crimes. Os casos seguem sob investigação da Polícia Civil e chamam atenção pelo grau de violência envolvido.
O primeiro homicídio ocorreu na Zona Norte, no bairro Colônia Terra Nova. Adriana Andrade Gomes, de 27 anos, foi executada dentro da própria casa, na cozinha, com ao menos três disparos que atingiram o rosto e o pescoço. Segundo a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), os autores do crime teriam invadido a residência no momento em que Adriana se aproximava da geladeira.
Em outubro de 2024, Adriana chegou a ser presa por porte ilegal de arma, quando foi flagrada com submetralhadoras escondidas em sacolas plásticas, junto com um homem, enquanto aguardavam um carro de aplicativo na Zona Centro-Sul da capital. Mesmo assim, sua morte, da forma como ocorreu, levanta questionamentos sobre o aumento de execuções violentas na cidade.
Horas depois, na Zona Oeste, mais um crime com características de execução: Tcheny Fernandes Gomes, de 35 anos, foi surpreendida por um pistoleiro quando retornava da academia. O crime aconteceu em plena via pública, na rua São Pedro, comunidade São Pedro, no bairro Tarumã. A vítima foi alvejada com 17 disparos. Vizinhos ainda tentaram socorrê-la e a levaram até a UPA Campos Salles, mas ela não resistiu.
Até o momento, a polícia ainda não identificou os autores nem confirmou se há ligação entre os dois crimes. Equipes da DEHS buscam imagens de câmeras de segurança e testemunhas que possam ajudar nas investigações.
Mulheres seguem vulneráveis à violência extrema
Casos como os de Adriana e Tcheny reacendem um debate necessário sobre a segurança das mulheres em Manaus. Independentemente do histórico pessoal de cada vítima, a forma com que ambas foram assassinadas aponta para um padrão de violência que se tornou cada vez mais frequente: execuções com alto número de disparos, em ambientes cotidianos como a própria casa ou a rua do bairro.
É alarmante perceber que, em muitas situações, essas mortes acontecem sem que haja qualquer chance de defesa ou proteção. Ser mulher, hoje, em diversas regiões da cidade, ainda significa estar exposta a um risco constante, muitas vezes invisível, até que seja tarde demais.
Investigação em andamento
A Polícia Civil ainda não divulgou mais detalhes sobre as investigações. Nenhum suspeito foi preso até o momento. As famílias das vítimas aguardam por respostas.
Enquanto isso, a população segue acompanhando o aumento dos casos de violência com preocupação, principalmente quando envolvem mulheres, vítimas que muitas vezes são alvo de ações violentas mesmo em espaços que deveriam representar segurança.






