Conhecida pelos espumantes bem avaliados, a Cave Geisse quer que os turistas aproveitem a propriedade em alta velocidade.
Para muitos anfitriões, receber alguém pela primeira vez e não oferecer um tour pela propriedade equivale a não servir nem mesmo um copo d`água. O mesmo vale para enólogos e donos de vinícola, que, com toda razão, se orgulham de mostrar cada canto do empreendimento.
O problema é quando não abrem mão de explicar, timtim por timtim, como o vinho é produzido, da colheita das uvas ao recebimento das frutas, do processo de fermentação ao repouso nas barricas – para o desespero de quem só veio para a degustação ou já perdeu a conta de quantas vezes ouviu explicações do tipo.
Situada em Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha, a vinícola Cave Geisse decidiu se diferenciar da maioria e recepcionar os visitantes com uma dose de adrenalina. Eles são convidados a subir a bordo de jipes 4×4 que aceleram a toda em uma trilha apertada no meio da mata, repleta de altos e baixos, por cerca de 1h30. Há pequenas pausas nos vinhedos para fotografias e uma à beira de uma cachoeira, onde ocorre uma degustação informal.
Para os interessados, os guias estão aptos a fornecer todas as informações sobre a história da vinícola e seus métodos de produção. O passeio custa a partir de R$ 250 para duas pessoas (conforme o número de participantes aumenta, o preço diminui, proporcionalmente). É preciso agendar no site familiageisse.com.br.
A vinícola é a única da América do Sul a ter um rótulo incluído no livro “1001 Vinhos Para Beber Antes De Morrer”, de Hugh Johnson. Falamos do Cave Geisse Terroir Nature. O chileno Mario Geisse, o fundador, deixou seu país para dirigir a Chandon do Brasil em 1976. Três anos depois, impressionado com a vocação de parte da Serra Gaúcha para os espumantes, arrematou 3 hectares para plantar uvas e vendê-las a produtores de vinhos, o que deu origem à Cave Geisse.
Foto: Daniel Salles/Divulgação
Fonte: Exame/Abril










