Manaus | 4 de junho de 2026 | 10:10:52

Vilão ou Vilã, um silêncio chamado Diabetes mellitus

A Diabetes mellitus é uma doença crônica não transmissível que se caracteriza pelo aumento da quantidade de açúcar (glicose) no sangue, também. É causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose, garantindo energia para o organismo. A doença é uma síndrome metabólica de origem múltipla e a insulina produzida pelo pâncreas é insuficiente, sendo este responsável pela manutenção do metabolismo para garantir a energia para manter o organismo em funcionamento.

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Foto: Pixabay

O que é o Pré-Diabetes?
Pré-diabetes é quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas ainda não caracterizam o Diabetes Tipo 2. É um sinal de alerta do corpo, que normalmente aparece em pessoas com fatores de risco, como sobrepeso, obesidade, hipertensão e alterações nos lipídios. Nesta etapa, apesar de 50% dos usuários desenvolverem a doença, os outros 50%, por meio de incorporação de hábitos saudáveis na alimentação e prática de atividade física, poderão retardar a evolução e complicações do diabetes.

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Imagem: Pexels

O que é Diabetes tipo 1?
Em 5 a 10% dos casos de diabetes, correspondem ao tipo 1, no qual o sistema imunológico ataca as células que produzem a insulina. Assim, não há produção suficiente para fazer com que a glicose entre nas células, permanecendo na corrente sanguínea, ocasionando aumento nas taxas de glicemia. A insulina é essencial para a absorção da glicose pelas células do corpo.

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Imagem: Unsplash

O que é Diabetes tipo 2?
Costuma ser assintomática, e as manifestações ocorrem geralmente na idade adulta (após os 40 anos) com evolução lenta dos sintomas e possibilidade de complicações tardias (renais, oftalmológicas e neuropáticas). Ocorre principalmente em pessoas com excesso de peso, comportamento sedentário, hábitos alimentares não saudáveis e história familiar de diabetes.

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Imagem: Barn Images

O que é diabetes gestacional (DMG)?
Diabetes Mellitus Gestacional é uma condição metabólica exclusiva da gestação e que se deve ao aumento da resistência insulínica causada pelos hormônios gestacionais. Essa resistência pode gerar hiperglicemia, aumento do açúcar no sangue. Todas as necessidades nutricionais e metabólicas do feto são supridas pela placenta. As alterações no metabolismo materno que impactem nas necessidades do feto precisam ser diagnosticadas quanto antes para evitar riscos para a mãe e para o bebê.

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Imagem: Ministério da Saúde

Essa condição é definida pelos níveis elevados de açúcares no sangue. Alguns hormônios produzidos pela placenta diminuem a efetividade da insulina em reduzir a glicose do sangue, visando aumentar a oferta de nutrientes para o feto. Por isso as gestantes precisam produzir mais insulina que o habitual para controlar seus níveis de açúcar no sangue. Algumas mulheres, por fatores individuais, podem não conseguir atingir o equilíbrio entre a necessidade de insulina e seus níveis de glicemia, podendo se tornar diabéticas durante a gestação.

Entre os riscos para a mãe é necessário informar sobre a chance aumentada para pré-eclâmpsia, parto prematuro, diabetes no futuro e risco de aborto. No caso do bebê, devido à exposição dos níveis elevados de glicemia e insulina, pode ocorrer de ganhar peso excessivamente e também leva ao crescimento desproporcional de alguns órgãos.

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Imagem: Shutterstock

Ainda, durante os primeiros dias de vida, existe risco aumentado para hipoglicemia, que é quando o nível de açúcar está baixo no sangue. Essa condição causa diversos sintomas graves, como convulsão, coma, lesão neurológica permanente e morte. Ainda há predisposição aumentada para obesidade, síndrome metabólica e diabetes na infância e vida adulta.

No caso de DMG, normalmente o diagnóstico é feito no segundo ou terceiro trimestre da gestação, onde já na primeira consulta de pré-natal, o médico precisa dosar a glicemia da gestante. Os valores que indicam complicações são:

Glicemia em jejum ≥ 126 mg/dL ou HbA1c ≥ 6,5% sugerem o diagnóstico de Diabetes Mellitus prévio a gestação.
Glicemia de jejum entre 92 mg/dL e 125 mg/dL sugere o diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional.

Mais adiante, entre 24 e 28 semanas de gestação, a gestante deve passar pelo teste de curva glicêmica. Quando alterados, os resultados abaixo indicam diabetes gestacional. Veja:

Glicemia em jejum ≥ 92 mg/dL;
Glicemia 1 hora após sobrecarga ≥ 180 mg/dL.
Glicemia 2 horas após sobrecarga ≥ 153 mg/dL.

O tratamento durante a gravidez é feito principalmente com dieta balanceada, atividade física regular e medicamentos, como o uso de insulina subcutânea.

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Imagem: Dreamstime

O Brasil enfrenta um número expressivo de pessoas com diabetes devido a uma combinação de fatores, incluindo:

Mudanças no Estilo de Vida: O aumento da urbanização e a adoção de hábitos de vida sedentários contribuíram para o crescimento dos casos de diabetes no Brasil. A falta de atividade física e uma alimentação não saudável são fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes.

Obesidade: A obesidade é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. O Brasil enfrenta altas taxas de obesidade, aumentando a prevalência do diabetes na população.

Acesso Limitado à Saúde: Em algumas regiões do Brasil, o acesso a serviços de saúde e a tratamentos para o diabetes pode ser limitado, dificultando o diagnóstico precoce e o controle da doença.

Fatores Genéticos e Ambientais: Além dos fatores comportamentais, a predisposição genética de certas populações e fatores ambientais também podem influenciar a incidência do diabetes no Brasil.

Envelhecimento da População: O envelhecimento da população brasileira é outro fator que contribui para o aumento dos casos de diabetes, já que a idade avançada é um fator de risco para a doença. Para enfrentar esse desafio, são necessárias políticas públicas que promovam a educação em saúde, incentivem a prática de atividades físicas, melhorem o acesso a alimentos saudáveis e ampliem o acesso aos serviços de saúde preventiva e tratamento do diabetes. O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a prevenção são fundamentais para controlar a epidemia de diabetes no Brasil.

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Imagem: Shutterstock

Quais os sintomas do diabetes?

Sintomas do diabetes tipo 1: fome frequente, sede constante, vontade de urinar diversas vezes ao dia; perda de peso; fraqueza; fadiga; mudanças de humor; náusea e vômito.

Sintomas do diabetes tipo 2: fome frequente, sede constante; formigamento nos pés e mãos; vontade de urinar diversas vezes; infecções frequentes na bexiga, rins, pele e infecções de pele; feridas que demoram para cicatrizar; visão embaçada.

Como prevenir?
A melhor forma de prevenir o diabetes tipo 2 e diversas outras doenças é a incorporação de hábitos saudáveis. O incentivo para uma alimentação saudável, balanceada e a prática de atividades físicas devem ser uma prioridade. O Ministério da Saúde adotou internacionalmente metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país.

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Imagem: Getty Images

Quais fatores de risco para desenvolver o diabetes?
Já ter um diagnóstico de pré-diabetes; pressão alta; colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue; sobrepeso, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura, nas mulheres deve ser inferior a 80 cm, e homens inferior a 102 cm; pais, irmãos ou parentes próximos com diabetes; doenças renais crônicas; mulher que deu à luz criança com mais de 4 kg; diabetes gestacional; síndrome de ovários policísticos, diagnóstico de distúrbios psiquiátricos como esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar, apneia do sono e uso de medicamentos da classe dos glicocorticoides.

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Imagem: Dreamstime

A prevenção do diabetes é fundamental e pode ser alcançada por meio de hábitos saudáveis de vida. Eis algumas formas eficazes de prevenir e evitar o diabetes:

Manter um Peso Saudável: Manter um peso saudável por meio de uma alimentação equilibrada e da prática regular de atividades físicas pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver diabetes.

Praticar Atividade Física Regularmente: A prática regular de exercícios físicos ajuda a controlar o peso, reduzir a resistência à insulina e melhorar a saúde cardiovascular, contribuindo para a prevenção do diabetes.

Alimentação Saudável: Uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis pode ajudar a manter os níveis de açúcar no sangue estáveis e reduzir o risco de desenvolver diabetes.

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Imagem: Ministério da Saúde

Evitar o Consumo Excessivo de Açúcar e Gorduras Saturadas: Reduzir o consumo de alimentos ricos em açúcares refinados e gorduras saturadas pode ajudar a prevenir o desenvolvimento do diabetes tipo 2.

Monitorar os Níveis de Açúcar no Sangue Regularmente: Para pessoas com fatores de risco para o diabetes, é importante monitorar regularmente os níveis de açúcar no sangue e realizar exames médicos preventivos.

Evitar o Tabagismo e o Consumo Excessivo de Álcool: O tabagismo e o consumo excessivo de álcool podem aumentar o risco de desenvolver diabetes; por isso, é importante evitar esses hábitos prejudiciais à saúde.

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Imagem: Ministério da Saúde

O diabetes atinge 10,2% da população brasileira, conforme dados da pesquisa Vigitel Brasil 2023 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). Índice representa aumento com relação a 2021, quando era 9,1%.

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Imagem: Ministério da Saúde

Ao adotar um estilo de vida saudável que inclua uma alimentação equilibrada, atividade física regular e cuidados com a saúde, é possível reduzir significativamente o risco de desenvolver diabetes.

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