O vice-presidente da Junta Comercial do Amazonas (Jucea), Edmundo Ferreira Brito Netto, foi oficialmente afastado de suas funções nesta quinta-feira como parte da Operação Metástase, coordenada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Amazonas.
A ação investiga supostos esquemas de fraude em contratos na área da saúde, corrupção e favorecimentos ilícitos, com implicações que alcançam servidores estaduais e empresários. 
Mandatos judiciais e medidas cumpridas
A Operação Metástase está cumprindo mais de 100 mandados judiciais, entre os quais:
• Prisões preventivas
• Buscas pessoais e domiciliares
• Suspensão de contratos e funções públicas
• Quebra de sigilo telefônico
• Sequestro e indisponibilidade de bens 
Edmundo Netto é, até onde se sabe, o nome de maior escalão público afastado até o momento no âmbito desta operação. 
Contexto da investigação
A Polícia e o MP investigam supostas irregularidades em licitações e contratos relacionados a unidades de saúde do Estado do Amazonas o esquema envolveria empresas ligadas a uma única família, atuando em conluio com servidores públicos, para fraudar concorrências e favorecer pagamentos indevidos.
A Operação Metástase é considerada a segunda fase da Operação Jogo Marcado, que já visava desvios em unidades de saúde desde 2024. 
Reações e situação atual
A assessoria da Jucea ainda não divulgou nota oficial até o momento da publicação. 
O MP-AM deve conceder uma coletiva para detalhar os desdobramentos da operação e os próximos passos da investigação.





