O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza (Avante), está cada vez mais se posicionando como um possível candidato ao governo do estado nas eleições de 2026, caso o atual governador, Wilson Lima (União), decida disputar uma vaga no Senado. Em entrevista ao jornalista Cláudio Barboza, do Portal Único, Souza demonstrou confiança em sua preparação para assumir o comando do estado e se colocou como uma “ponte entre o presente e o futuro do Amazonas”.
Souza destacou que se considera apto a liderar o estado, mesmo ciente dos desafios fiscais e orçamentários que precisará enfrentar. Ele mencionou a necessidade de tomar decisões difíceis em um cenário de restrições orçamentárias, mas afirmou que está preparado para esse papel, com uma visão voltada para o futuro do Amazonas. “Considero ter preparo suficiente para ser a ponte entre o presente e o futuro do Amazonas”, disse ele, reafirmando sua disposição para liderar em tempos de desafios.
No entanto, a entrevista também revelou um distanciamento significativo entre Tadeu de Souza e o atual governador Wilson Lima, algo que, segundo o vice-governador, não partiu de sua parte. Souza explicou que o afastamento entre eles se deu meses antes do início do período eleitoral de 2024, e que a relação política e institucional entre os dois foi se enfraquecendo. “Faz algum tempo que não converso com ele. Houve um certo distanciamento, mas não foi uma atitude minha”, afirmou Souza, dando a entender que a ruptura foi mais uma consequência de decisões políticas do que de um conflito direto entre os dois.
Além disso, Tadeu de Souza fez duras críticas à sua posição como vice-governador, apontando que seu papel foi progressivamente esvaziado, especialmente após os embates eleitorais. Ele afirmou que sua agenda institucional foi reduzida, e que a força do seu partido, o Avante, na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) não teve contrapartida dentro da gestão estadual. Souza destacou que, apesar de o Avante ter quatro deputados estaduais e um vice-governador, o partido não tem participação efetiva no governo, não tendo indicado membros para qualquer secretaria ou posição de relevância na administração pública.
Esse cenário de distanciamento e desgaste interno pode indicar uma mudança de rumo para Tadeu de Souza, que se vê cada vez mais preparado para assumir a liderança do estado, caso a oportunidade se apresente. Ao se posicionar como uma alternativa para o futuro do Amazonas, Souza não só sinaliza suas ambições políticas, mas também busca capitalizar sobre o crescente descontentamento com a gestão atual. O vice-governador, ao se afastar da administração de Wilson Lima e ao destacar sua independência dentro da gestão, constrói sua imagem como um líder que poderá guiar o Amazonas para um novo ciclo político e econômico.





