Manaus | 27 de julho de 2026 | 22:00:31

Vereador de Manaus denuncia Grupo Atem e cartel de combustíveis ao Cade e ao Ministério de Minas e Energia

O vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) viajou a Brasília para protocolar duas denúncias formais. A primeira contra o Grupo Atem, atual gestor da Refinaria da Amazônia, por prática de preços abusivos. A segunda contra a existência de um suposto cartel de combustíveis envolvendo redes de postos que atuam no Amazonas. As representações foram entregues ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ao Ministério de Minas e Energia.

Segundo Guedes, desde dezembro de 2024 a refinaria realizou oito reduções consecutivas no valor repassado às distribuidoras, que somaram R$ 0,82 por litro. No entanto, apenas recentemente parte dessas quedas chegou às bombas. Para o vereador, a demora se deve a uma ação coordenada de cartel.

Atualmente, a gasolina comum em Manaus varia entre R$ 6,29 e R$ 6,79, o que representa uma queda de até 10,01% em relação a julho, quando os valores chegavam a R$ 6,99 e R$ 6,89. Apesar da redução, os preços ainda estão entre os mais altos do país.

Para comparação, em João Pessoa os valores praticados no último domingo (17) foram de R$ 6,17 para a gasolina comum ou aditivada e R$ 4,39 para o etanol. Em Manaus, a gasolina comum ainda é encontrada a R$ 6,99, a aditivada a R$ 7,09 e o etanol a R$ 5,49.

O Procon Manaus divulgou levantamentos recentes confirmando esse cenário, com preços mínimos de R$ 7,08 para a gasolina comum, R$ 7,09 para a aditivada e R$ 5,47 para o etanol hidratado.

O Ministério Público do Amazonas também instaurou, em fevereiro deste ano, um procedimento administrativo para investigar possíveis aumentos abusivos e práticas anticoncorrenciais no setor de combustíveis. Foram solicitadas informações ao Procon sobre fiscalizações e autuações em postos da cidade.

A iniciativa de Rodrigo Guedes soma-se às ações de fiscalização que buscam explicar por que as reduções repassadas pela refinaria não chegam ao consumidor de forma imediata. A suspeita de cartel e de abuso de preços continua sendo o principal alvo das investigações, enquanto a população segue pagando valores acima da média nacional para abastecer seus veículos.

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