No último relatório global do Unicef e da OMS, divulgado recentemente, foi destacado que 2,7 milhões de crianças no mundo ainda não receberam vacinação adequada ou estão abaixo dos níveis recomendados. A cobertura da vacina DTP, essencial contra difteria, tétano e coqueluche, estagnou em 84%, equivalente a 108 milhões de crianças em 2023.
No Brasil, houve um avanço significativo: o número de crianças sem nenhuma dose de vacina DTP, também conhecida como pentavalente, caiu de 687 mil para 103 mil, enquanto aquelas sem a terceira dose diminuíram de 846 mil para 257 mil. Esse progresso tirou o país da lista dos 20 com maior número de crianças não imunizadas.
Luciana Phebo, chefe de saúde do Unicef no Brasil, comemorou os resultados: “Cada criança imunizada representa uma vida salva. Tivemos mais de 500 mil crianças salvas neste período”. No entanto, globalmente, a situação de crianças sem nenhuma dose não apresentou avanços, refletindo desafios em países de baixa e média renda na recuperação da imunização infantil após a pandemia.
A vacinação contra sarampo também mostra números preocupantes: a cobertura para a primeira dose foi de 83% globalmente, enquanto a segunda dose teve leve aumento, alcançando 74%. Esses índices estão abaixo da meta de eliminação do sarampo estipulada pela OMS, que é de 95%.
O relatório ressalta que três em cada quatro crianças vivem em países onde ocorreram surtos de sarampo nos últimos cinco anos, sublinhando os riscos significativos para saúde pública nessas regiões, especialmente em contextos de conflito e fragilidade dos direitos infantis.






