Manaus | 19 de outubro de 2026 | 15:38:18

Único Laboratório de biossegurança máxima do mundo será estabelecido no Brasil

Dentro dos investimentos de mais de R$7,89 bilhões destinados à pesquisa, conforme revelado pelo governo federal na sexta-feira, 11, como parte do lançamento do novo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), há uma reserva de R$1 bilhão para impulsionar o projeto Órion. Esse laboratório de biossegurança máxima (NB4) será edificado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), localizado em Campinas (SP).

O Órion possui uma característica singular em relação às outras 60 instalações do mesmo tipo ao redor do mundo: será o primeiro laboratório NB4 globalmente a estar conectado com uma fonte de luz síncrotron – o acelerador de partículas conhecido como Sirius.

De acordo com um comunicado oficial emitido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), esse complexo de contenção biológica de nível máximo permitirá a realização de estudos com patógenos que têm o potencial de causar doenças graves e altamente transmissíveis, enquadrando-se nas classes 3 e 4 da mais recente Classificação de Risco dos Agentes Biológicos.

Entre as doenças compreendidas nesses grupos, incluem-se o Ebola e aquelas instigadas pelos vírus da família Coronaviridae, tais como os coronavírus, entre eles o SARS-CoV-2, o agente causador da Covid-19.

Um ponto de destaque para o Órion é a sua singularidade, uma vez que não existe outra infraestrutura de biossegurança com essa capacidade em toda a região da América Latina.

Dessa forma, o Brasil se posiciona como o terceiro país do continente americano, ao lado dos Estados Unidos e Canadá, a possuir a capacidade de monitorar, isolar e conduzir pesquisas aprofundadas sobre agentes biológicos. Essa capacidade possibilitará o desenvolvimento de métodos de diagnóstico, criação de vacinas e formulação de tratamentos.

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