Aliança entre os partidos reúne 107 deputados, 14 senadores, 6 governadores e mais de 1.300 prefeitos, superando o PL de Bolsonaro em poder legislativo e recursos partidários
O União Brasil aprovou, nesta segunda-feira (28), a formação de uma federação com o Progressistas (PP), selando a criação da chamada “superfederação” – que será oficialmente anunciada nesta terça-feira (29). A nova composição partidária passa a ser a maior força da Câmara dos Deputados, com 107 parlamentares, e empata com PSD e PL no Senado, com 14 senadores.
O acordo foi fechado após meses de negociações, com reuniões entre dirigentes das siglas e parlamentares. A solução encontrada para o comando da federação será um modelo de copresidência temporária, até dezembro de 2025, entre Antonio Rueda (União) e Ciro Nogueira (PP). A partir de 2026, um novo presidente único será escolhido.
O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a ser cogitado para assumir o comando da federação, mas seu nome não foi aceito por consenso. A exclusão de Lira gerou desconforto nos bastidores, sobretudo pela promessa feita a ele por Ciro Nogueira. Ainda assim, a federação foi aprovada com ampla maioria.
Uma máquina partidária poderosa
Além da maior bancada da Câmara, a nova federação soma:
- 6 governadores;
- 1.343 prefeitos;
- Fundo partidário de quase R$ 954 milhões.
Com isso, a União-PP se consolida como a maior força institucional do país, ultrapassando o PL de Jair Bolsonaro, que conta com 92 deputados na Câmara e 12 senadores.
Tensão nos bastidores
Apesar da aprovação, a federação já nasce com divisões internas. Deputados ligados ao antigo DEM, como Mendonça Filho (PE) e Pauderney Avelino (AM), demonstram insatisfação e cogitam deixar o partido na próxima janela partidária, prevista para abril de 2026, quando parlamentares podem trocar de legenda sem perder o mandato.
As divergências regionais e o alinhamento ideológico de algumas lideranças do União com perfis distintos dos caciques do PP prometem desafiar a coesão da nova federação.





