Manaus | 27 de julho de 2026 | 02:01:11

TST compra 30 carros de luxo por R$ 10,39 milhões e sala VIP de R$ 1,5 milhão em aeroporto

O Tribunal Superior do Trabalho (TST), que se apresenta como “o tribunal da Justiça Social”, adquiriu 30 veículos de luxo da marca Lexus, modelo ES 300H, ao custo unitário de R$ 346,5 mil. A compra, destinada ao transporte dos 27 ministros da Corte, totalizou R$ 10,39 milhões.

O Lexus escolhido é um sedã híbrido de alto padrão, com motor 2.5 a combustão combinado a um motor elétrico, entregando potência de até 211 cavalos. A aquisição foi feita junto a uma concessionária em Brasília.

Um documento interno datado de 25 de agosto de 2025, assinado pelo diretor-geral da Secretaria do TST, Gustavo Caribé de Carvalho, revela que a compra inicial, correspondente ao número de ministros foi ampliada para 30 unidades. O TST ainda não esclareceu o motivo da ampliação, considerando que os veículos seriam destinados exclusivamente aos membros da Corte.

Carros mais caros, mesmo com opções mais baratas

No processo de renovação da frota, um estudo técnico preliminar avaliou outras opções de sedãs disponíveis no mercado brasileiro, como o BYD Seal (R$ 310,7 mil), o Honda Accord (R$ 332,4 mil) e o Toyota Camry (R$ 344,1 mil). O Lexus, inicialmente orçado em R$ 396 mil, acabou sendo adquirido por um valor menor mas ainda assim foi a opção mais cara entre os modelos analisados.

O estudo se baseia em uma norma interna do TST e em resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que considera os veículos do tribunal “inservíveis” e “antieconômicos” após sete anos de uso.

Segundo o relatório, a renovação da frota faz parte do Plano Estratégico Institucional 2021–2026, e serviria para “reforçar a imagem do TST perante a sociedade”.

Sala VIP no aeroporto também foi contratada

A compra dos veículos não foi o único gasto que gerou críticas. Na semana passada, o tribunal também foi alvo de repercussão negativa após a revelação da contratação de uma sala VIP exclusiva no aeroporto de Brasília, destinada aos ministros da Corte. O contrato tem duração de dois anos e custa R$ 1,5 milhão aos cofres públicos.

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