O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou sua rede social Truth Social nesta segunda-feira (7) para disparar contra o sistema judicial brasileiro e sair em defesa direta de Jair Bolsonaro (PL). Na publicação, Trump acusou o governo do Brasil de promover uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente, afirmando que ele “não é culpado de nada” e que a única instância legítima para julgá-lo seria o povo — “numa eleição”.
“Eu conheci Jair Bolsonaro, e ele foi um líder forte, que realmente amava seu país”, escreveu Trump.
“A eleição dele foi muito apertada e agora ele está liderando nas pesquisas. Isso não é nada mais, nem menos, do que um ataque a um adversário político. Isso aconteceu comigo, vezes 10. […] O povo do Brasil não vai aceitar o que estão fazendo com seu ex-presidente.”
A publicação ocorreu no mesmo dia em que novas investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) avançaram contra Bolsonaro, envolvendo a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Trump, no entanto, ignorou o teor das apurações e optou por uma defesa política, emocional e estratégica, com alcance internacional.
O peso da fala
A declaração é explosiva não apenas por seu conteúdo, mas pelo timing: Trump está em pré-campanha presidencial nos EUA, e Bolsonaro — mesmo inelegível — continua sendo símbolo da direita populista no Brasil.
Ao se posicionar publicamente, Trump reforça a retórica da vitimização política e amplia a narrativa de que há uma perseguição orquestrada contra líderes conservadores no mundo.
A frase que cravou a intenção:
“O grande povo do Brasil não vai aceitar o que estão fazendo com Bolsonaro. Estarei acompanhando de perto a CAÇA ÀS BRUXAS contra ele, sua família e milhares de apoiadores.”
Por que isso importa:
• Reacende a polarização internacional entre direita e esquerda.
• Dá novo fôlego à base bolsonarista no Brasil, especialmente nas redes.
• Coloca pressão indireta sobre instituições brasileiras, ao transformar o caso em pauta internacional.
• Posiciona Trump como “protetor global” de aliados ideológicos, num cenário de pré-campanha eleitoral.





