O episódio ocorrido no dia 25 de março na Feira da Banana, em Manaus, ganhou novos contornos após o Sindicato dos Feirantes protocolar, nesta semana, uma representação formal contra os vereadores Sargento Salazar e Coronel Rosses, ambos do PL. A acusação é de quebra de decoro parlamentar, com pedido de cassação dos mandatos, após os parlamentares supostamente agirem com truculência para impedir uma ação legal da Prefeitura.
Segundo a denúncia, a Secretaria Municipal de Agricultura (SEMACC) realizava a retomada de um box que era alugado ilegalmente — prática proibida por lei. A própria permissionária do espaço teria confessado isso em audiência. Durante a execução da medida, os vereadores teriam chegado de forma agressiva, acompanhado de pessoas armadas, e impedido o cumprimento da ordem. Há relatos de agressão física ao advogado da secretaria, ameaças e até exibição de arma por parte do vereador Salazar. A confusão levou ao fechamento antecipado da feira por precaução.
Agora, o caso está nas mãos da Câmara Municipal de Manaus, que precisa decidir se levará a denúncia ao Conselho de Ética. Se isso ocorrer, os vereadores podem ser investigados formalmente e até perder o mandato, caso se comprove a quebra de decoro. A repercussão também pressiona o Legislativo a dar uma resposta institucional. Nos bastidores, a aposta é que a base aliada do governo tente blindar os parlamentares, mas o peso da denúncia — somado ao simbolismo de uma feira popular invadida por truculência — pode virar um divisor de águas para a imagem pública de ambos.





