Manaus | 8 de setembro de 2026 | 05:33:49

Tragédia de Barcelos: o que se sabe e o que falta saber

Acidente no aeroporto de Barcelos, no Amazonas, matou 14 pessoas. Ainda não há uma causa oficial da tragédia

acidente com um avião no aeroporto de Barcelos, no Amazonas, na tarde do último sábado (16/9), deixou 14 mortos. As informações dão conta de que havia uma tempestade com ventos fortes e o céu estava praticamente sem visibilidade. Com 12 integrantes de um grupo de pesca esportiva e dois tripulantes a bordo, a aeronave caiu durante uma tentativa de pouso na pista, que foi registrada em vídeo.

Onde aconteceu o acidente aéreo

Cortado pelo Rio Negro, o município de Barcelos é um destino conhecido por pescadores que querem explorar a Amazônia. Muitos deles acessam a região nos fins de semana durante as temporadas de pesca, entre os meses de setembro e fevereiro.

O avião que aparece no vídeo pousou minutos antes de o tempo fechar. Outras aeronaves chegaram a cancelar o pouso. O veículo envolvido no acidente é um modelo Embraer EMB-110 Bandeirante, que saiu de Manaus com destino a Barcelos.

O que causou o acidente

Sabe-se que uma tempestade tomava conta do local na hora do acidente, mas as autoridades ainda não cravaram a causa oficial. As investigações estão em curso.

De acordo com o Secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Vinícius Almeida, não há dados seguros para apontar as causas, mas ele afirmou que moradores viram o avião aterrissar. No entanto, “não teve pista suficiente para frear”.

Quem foram as vítimas:

1. Euri Paulo dos Santos – executivo de Uberlândia (MG);
2. Fábio Campos Assis – empresário goiano;
3. Fábio Ribeiro;
4. Gilcresio Salvador Medeiros – dono de pousada em Niquelândia (GO);
5. Guilherme Boaventura Rabelo – executivo de Uberlândia (MG);
6. Hamilton Alves Reis;
7. Heudes Freitas – executivo de Uberlândia (MG);
8. Luiz Carlos Cavalcante Garcia – executivo de Uberlândia (MG);
9. Marcos de Castro Zica – produtor rural de Uruaçu (GO);
10. Renato Souza Assis;
11. Roland Montenegro Costa – médico do DF;
12. Witter Ferreira de Faria – produtor rural de Uruaçu (GO);
13. Leandro Souza (piloto); e
14. Fernando Galvão (copiloto).

Quem vai investigar o acidente

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou que os investigadores do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), foram acionados.

Na ação inicial, serão coletados e avaliados os dados da ocorrência. Haverá a preservação dos indícios, a verificação inicial de danos causados à ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias ao processo de investigação.

O avião estava regular? De quem era?

O Embraer EMB-110 Bandeirante contava com autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operação como táxi aéreo. Segundo as autoridades, a situação de aeronavegabilidade era considerada normal. O avião era da Manaus Aerotáxi, empresa “séria e já conhecida no estado”, conforme afirmou o comandante do 7º Comando Aéreo Regional (VII Comar), brigadeiro do ar David Almeida Alcoforado.

A empresa publicou nota nas redes sociais. “A segurança dos passageiros e da tripulação é sempre a prioridade da Manaus Aerotáxi, por isso estamos certos de que a aeronave e tripulação envolvidas no sinistro atendiam a todas as exigências da autoridade de aviação civil necessárias à aeronavegabilidade, e estamos comprometidos em esclarecer todos os detalhes relacionados a este acidente”, postou.

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