Manaus | 7 de setembro de 2026 | 09:06:14

Apesar da crise no STF, Moraes e Mendonça podem ter de conviver pelos próximos 17 anos

A crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça pode se prolongar por muitos anos. Pelas regras de aposentadoria compulsória, Moraes tem previsão de permanecer na Corte até 2043, enquanto Mendonça poderá continuar como ministro até 2047.

A diferença de datas significa que, caso ambos permaneçam no cargo até a aposentadoria compulsória, os dois ministros ainda poderão dividir o plenário do STF por aproximadamente 17 anos.
O atual conflito ganhou força após a divulgação de um relatório da Polícia Federal contendo mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, direcionadas a um número associado a Moraes. O caso passou a provocar forte tensão nos bastidores da Corte.

Mendonça, que é relator de processos relacionados ao caso do Banco Master, retirou o sigilo de um relatório da PF e encaminhou o material para análise da Procuradoria-Geral da República. O documento reúne 52 mensagens atribuídas a Vorcaro e Moraes.

A atuação de Mendonça, porém, passou a ser questionada. A PGR apontou possíveis nulidades na forma como o ministro determinou diligências à Polícia Federal, enquanto o caso provocou uma disputa sobre os limites de atuação de um ministro do Supremo na investigação envolvendo outro integrante da Corte.

No domingo (6), Mendonça liberou o caso para julgamento pelo plenário do STF. Agora, cabe ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, definir os próximos passos e a eventual inclusão do processo na pauta.

Apesar do atual confronto, os dois ministros podem permanecer lado a lado na Corte durante muitos anos.
Alexandre de Moraes foi indicado ao STF em 2017 e atingirá a idade para aposentadoria compulsória em 2043. André Mendonça chegou ao Supremo em 2021 e poderá permanecer no tribunal até 2047.

Enquanto a crise ainda está em andamento, o futuro do caso dependerá das decisões do próprio Supremo e das manifestações da Procuradoria-Geral da República.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Espaço Publicitário

Últimas postagens