O feminicídio que chocou o Distrito Federal na madrugada desta terça-feira (23/12) revela uma sucessão de falhas e o descumprimento fatal de medidas judiciais. Leandro Rodrigues dos Santos, de 44 anos, conhecido como “Baiano”, foi preso em flagrante após assassinar e decapitar brutalmente Lidiane Paula de Souza, de 43 anos, na QNL 16, em Taguatinga Norte.
Um histórico de medo e violência
O crime não foi um episódio isolado. Lidiane vivia sob o amparo de uma medida protetiva que se mostrou insuficiente para deter o agressor. Em setembro deste ano, Leandro já havia sido flagrado por câmeras de segurança agredindo a vítima. Na ocasião, ele chegou a ser preso, mas foi colocado em liberdade pela Justiça.
Abordagem policial horas antes
O detalhe mais revoltante da atualização do caso é que Leandro foi abordado pela polícia pouco tempo antes do crime, nas proximidades do local. Ele portava uma faca e, mesmo com o histórico de violência doméstica e a medida protetiva vigente, foi apenas lavrado um Termo Circunstanciado (TC) e o objeto apreendido. Após ser liberado novamente, ele teria voltado para consumar o assassinato com extrema crueldade.
A prisão
Após o crime, a PMDF realizou um cerco com equipes do GTOP e inteligência. “Baiano” foi localizado com as roupas e mãos ainda ensanguentadas. Ele foi conduzido à 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), onde permanece à disposição da Justiça.






