A Polícia Civil do Amazonas concluiu o inquérito sobre o Caso Djidja e 11 pessoas foram indiciadas, conforme divulgou o delegado Cícero Túlio, que coordenou as investigações. Segundo a polícia, o grupo religioso “Pai, Mãe, Vida”, criado pela família da ex-sinhazinha, promovia o uso indiscriminado de cetamina, droga sintética de uso humano e veterinário, que causa alucinações e dependência.
Além da mãe e do irmão de Djidja, estão presos funcionários do salão de beleza da família, o ex-namorado da empresária, o coach da família, além do dono e funcionários de clínicas veterinárias suspeita de fornecer cetamina para o grupo.
As 11 pessoas foram indiciadas pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, perigo para a vida ou saúde de outrem, falsificação, adulteração ou corrupção de produtos destinados a fins medicinais, aborto provocado sem consentimento da vítima, estupro de vulnerável, charlatanismo, curandeirismo, sequestro e cárcere privado, constrangimento ilegal, favorecimento pessoal, favorecimento real, exercício ilegal da medicina e tortura com resultado morte.
Crimes
Ademar Cardoso, irmão da sinhazinha, responde por 12 crimes. São eles: tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, perigo para a vida ou saúde de outrem, falsificação, adulteração ou corrupção de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, aborto provocado sem consentimento da vitima, estupro de vulnerável, charlatanismo, curandeirismo, sequestro e cárcere privado, constrangimento ilegal e tortura.
Cleusimar Cardoso, mãe de Djidja, responde por 9 crimes. São eles: tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, perigo para a vida ou saúde de outrem, falsificação, adulteração ou corrupção de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, charlatanismo, curandeirismo, sequestro e cárcere privado, constrangimento ilegal e tortura com resultado morte.
Os funcionários do salão da família Cardoso, Claudiele Santos da Silva e Marlisson Vasconcelos Dantas vão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, perigo para a vida ou saúde de outrem, falsificação, adulteração ou corrupção de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, charlatanismo e curandeirismo.
Verônica da Costa Seixas vai responder por constrangimento ilegal.
Hatus Moraes Silveira, apontado como coach físico da família, vai responder por tráfico de drogas, associação para o trafico de drogas, perigo para a vida ou saúde de outrem, falsificação, adulteração ou corrupção de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, além de exercício ilegal da medicina.
Bruno Roberto, ex-namorado de Djidja, vai responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, perigo para a vida ou saúde de outrem, falsificação, adulteração ou corrupção de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, charlatanismo e curandeirismo.
O dono da clínica veterinária que fornecia a cetamina para a família, Jose Maximo Silva de Oliveira e Roberleno Ferreira, administrador de uma loja de suplementos para animais responderão por tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, perigo para a vida ou saúde de outrem, falsificação e adulteração ou corrupção de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.
Emicley Araújo Freitas, funcionário de uma das clínica responderá por favorecimento real e pessoal ao tentar atrapalhar a investigação, crime que também recai sobre Sávio Soares Pereira, sócio de José Máximo, que ainda vai responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, perigo para a vida ou saúde de outrem e falsificação, adulteração ou corrupção de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.





