Manaus | 9 de julho de 2026 | 22:20:56

Thiago Miranda é alvo da PF em operação que investiga esquema ligado ao Banco Master

O publicitário Thiago Miranda foi alvo de mandados de busca e apreensão e de busca pessoal durante a 10ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga Daniel Vorcaro e o Banco Master. As medidas foram autorizadas nesta quinta-feira (9) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Polícia Federal e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na decisão, o ministro autorizou a apreensão de documentos físicos e eletrônicos, contratos, registros contábeis, comprovantes bancários, agendas, recibos e outros materiais relacionados aos fatos investigados. Também foi permitido o acesso e a extração de dados armazenados em celulares, computadores, tablets, dispositivos de armazenamento e serviços em nuvem.

A autorização foi limitada exclusivamente a informações relacionadas à investigação, vedando qualquer acesso genérico ou desvinculado dos fatos apurados. Mendonça também autorizou a apreensão de dinheiro em espécie acima de R$ 20 mil, além de joias, obras de arte, veículos e outros bens de alto valor que possam ter relação com os crimes investigados.

A busca pessoal autorizada pela Justiça permite que agentes revistem o investigado durante o cumprimento dos mandados caso haja suspeita de que ele esteja portando documentos, dispositivos eletrônicos, valores ou outros elementos de interesse da apuração. Em situações específicas, a medida também poderá ser aplicada a terceiros presentes nos locais das diligências.

Segundo a Polícia Federal, Thiago Miranda teria participado do chamado “Projeto DV”, iniciativa que, de acordo com os investigadores, buscava defender interesses do Banco Master e comprometer a credibilidade da atuação do Banco Central. A PF afirma ainda que Miranda estaria envolvido no recrutamento de influenciadores para atuar na estratégia.

As investigações apontam que Daniel Vorcaro e Thiago Miranda teriam oferecido até R$ 2 milhões a influenciadores para participarem do projeto. A Operação Compliance Zero apura suspeitas de intimidação de jornalistas, monitoramento ilegal de pessoas ligadas a autoridades públicas, obtenção indevida de informações sigilosas e tentativas de interferência em investigações criminais.

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