A tensão nas fronteiras da Venezuela continua. Em Paracaima, única cidade brasileira que tem fronteira com o país, grupos de venezuelanos contrários ao regime de Nicolás Maduro atiraram pedras contra os membros da Guarda Nacional, que permanecem leais a Maduro e cortam a fronteira, no domingo. Os soldados responderam com gás lacrimogêneo, que chegou a atingir o território brasileiro. Os limites da Venezuela com seus vizinhos se tornaram no principal palco de disputa entre o presidente Maduro e Juan Guaiadó, reconhecido como presidente interino na Venezuela pelos EUA, Brasil, Colômbia e dezenas de países pelo mundo. Nesta segunda, reunião do Grupo de Lima em Bogotá, com a presença de Guaidó, tenta aumentar a pressão sobre Maduro. O Brasil vai ser representado pelo vice-presidente Hamilton Mourão e pelo chanceler Ernesto Araújo.

Após as imagens da queima de alimentos e medicamentos ordenada por Maduro, Guaiadó disse que o mundo viu ‘a pior cara da Venezuela’ neste sábado e pediu ajuda à comunidade internacional ‘para assegurar a liberdade do nosso país’.

Em vídeo, onde um homem morto é arrastado, uma venezuelana chora e pergunta: “Por que Deus mio?”.