Entrou em vigor nesta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, o chamado “tarifaço de Trump”, um conjunto de medidas comerciais anunciadas pelo ex-presidente e atual candidato republicano Donald Trump, que impõem taxas de até 50% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.
As novas tarifas fazem parte de uma estratégia de campanha com forte viés nacionalista e protecionista, defendida por Trump como forma de proteger a indústria americana. A decisão afeta diretamente o Brasil, além de países como China, México e Índia.
Entre os produtos brasileiros mais atingidos estão:
Aço e alumínio (taxa de 35% a 50%)
Carnes bovina e suína (até 40%)
Soja e derivados
Produtos químicos e fertilizantes
Máquinas industriais e autopeças
Segundo analistas do comércio exterior, a medida pode provocar um efeito cascata na economia brasileira, com queda nas exportações, pressão sobre o dólar e possíveis perdas no setor agroindustrial. Empresários do agronegócio já demonstraram preocupação com a redução da competitividade do Brasil no mercado norte-americano.
O Itamaraty informou que está monitorando a situação e avalia apresentar recurso junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), embora reconheça que as taxas são, até o momento, legalmente justificadas como medidas unilaterais de defesa comercial.
O governo brasileiro ainda não anunciou contramedidas, mas a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e entidades do agronegócio pressionam por ações diplomáticas e incentivos fiscais internos para mitigar os efeitos da medida.






