Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (06), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comentou os recentes casos de contaminação por metanol em bebidas alcoólicas no estado. Em tom irônico, o governador minimizou o risco de falsificação em marcas consolidadas, afirmando:
“No dia que começarem a falsificar Coca-Cola, eu vou me preocupar.”
A declaração ocorre no contexto da investigação sobre uma série de intoxicações e mortes ligadas ao consumo de bebidas possivelmente adulteradas com metanol, uma substância altamente tóxica e imprópria para ingestão humana.
Parceria com grandes marcas
A coletiva foi realizada após uma reunião do Gabinete de Crise, que contou com representantes de grandes fabricantes do setor, como Jack Daniel’s, Johnnie Walker, Smirnoff e Absolut. Segundo o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), a principal linha de investigação aponta que o metanol teria sido misturado a bebidas falsificadas.
Ainda de acordo com Derrite, os fabricantes se comprometeram a colaborar com o governo estadual no enfrentamento do problema, oferecendo treinamentos para agentes de fiscalização e comerciantes, com o objetivo de facilitar a identificação de produtos adulterados no mercado.
“Essa parceria é fundamental para proteger o consumidor e impedir que tragédias como essa se repitam”, afirmou o secretário.
Mortes e investigação
As autoridades ainda não divulgaram um número consolidado de vítimas, mas diversas cidades paulistas já notificaram casos de intoxicação por metanol nas últimas semanas. Em alguns casos, a substância foi identificada em garrafas com rótulos de marcas conhecidas o que reforça a suspeita de falsificação.
O Instituto de Criminalística está realizando análises laboratoriais nos produtos apreendidos, e a Polícia Civil já instaurou inquéritos para investigar as redes de produção e distribuição das bebidas adulteradas.
Alerta à população
Especialistas alertam que o consumo de metanol pode causar cegueira, falência renal, danos neurológicos graves e até a morte, mesmo em pequenas quantidades. O governo orienta que os consumidores evitem bebidas de procedência duvidosa, especialmente aquelas vendidas com preços muito abaixo do mercado ou sem nota fiscal.






