Manaus | 4 de junho de 2026 | 08:54:33

Tanque do Exército trafega na contramão e passa por cima de carro estacionado no Paraná

Um incidente envolvendo um tanque do Exército Brasileiro chamou atenção em Ponta Grossa, região dos Campos Gerais do Paraná, na manhã da última quinta-feira (3). Durante o deslocamento de um comboio militar, um blindado trafegava na contramão da Rua Siqueira Campos, entre a Avenida Carlos Cavalcanti e a Rua João Ribeiro, quando passou por cima da lateral de um carro estacionado, esmagando parcialmente o veículo.

Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento do acidente, que também atingiu um segundo automóvel. Os veículos estavam corretamente estacionados ao longo da via, em uma área urbana movimentada.

Segundo informações do Exército, o comboio havia saído do 13º Batalhão de Infantaria Blindado e se dirigia ao Campo de Instrução General Calazans, localizado a cerca de 6 quilômetros do ponto do incidente. A corporação afirma que todas as medidas de segurança previstas para esse tipo de deslocamento foram adotadas e que será aberta uma apuração interna para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e responsabilizar eventuais envolvidos.

Apesar dos estragos materiais significativos, não houve feridos. O proprietário do carro atingido ainda não teve a identidade revelada, mas deverá ser contatado para tratativas de indenização.O Código de Trânsito Brasileiro permite que veículos em serviço especial como viaturas militares tenham prioridade e liberdade de circulação, parada e estacionamento. No entanto, especialistas destacam que isso não isenta a responsabilidade por danos causados a terceiros durante manobras em áreas civis.

O Exército não explicou por que o blindado trafegava na contramão nem se havia autorização ou necessidade operacional para tal manobra. A Prefeitura de Ponta Grossa ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.

A investigação aberta pela corporação deve apurar se houve falha humana, técnica ou de planejamento no trajeto do comboio. O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre os protocolos adotados por forças militares ao circular por áreas urbanas.

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