Um tenente da polícia militar foi preso suspeito de praticar extorsão contra dois proprietários de embarcações, em Manaus, na quarta-feira (31). Um funcionário do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) também é suspeito de ter participado do crime. Ele fugiu durante a abordagem da polícia. Uma das vítimas ainda chegou a pagar R$ 38 mil para os suspeitos.

De acordo com o secretário de segurança pública Amadeu Soares, as vítimas abasteciam as embarcações das quais são donos, quando o tenente e o funcionário do TJAM chegaram.

“Eles se passavam por policiais civis. Eles apreenderam, ilegalmente, a documentação dos barcos e levaram os homens para as proximidades do 24° Distrito Integrado de Polícia (DIP). Então, começou a extorsão”, disse o secretário.

Ainda conforme o secretário, a dupla começou a pedir valores, para que os donos das embarcações fossem liberados. Um deles pagou R$ 38 mil e foi liberado. O outro foi liberado pois disse que pagaria na quarta-feira (31).

Os homens ligaram para a vítima e cobraram. Eles então acharam a situação estranha e decidiram denunciar para a polícia.

“Um encontro foi marcado com a dupla, para ‘entregar’ o valor. Fomos até o local combinado e os abordamos. Lá, descobrimos que se tratava de um tenente da Polícia Militar e um funcionário do TJAM. Conseguimos prender o policial. O outro fugiu, mas já o identificamos e as medidas cabíveis devem ser tomadas”, explicou o secretário.

Soares informou ainda que, durante a abordagem, armas de fogo e uma quantidade de drogas foram apreendidas com a dupla. Segundo o secretário, este material serviria para incriminar os proprietários dos barcos, caso não colaborassem com a extorsão.

“Este funcionário do TJAM já havia sido preso, em uma situação parecida, em uma extorsão, acompanhado de policiais. Ele já tem a prática de crimes dessa natureza. Vamos chegar até ele novamente. Isto é inadimissível”, finalizou.

De acordo com o comandante geral da Polícia Militar, Claudio Silva, o tenente foi encaminhado para o Batalhão de Choque da PM, onde deve responder pelo crime.