O caso que chocou Manaus e ganhou repercussão em todo o Amazonas terá um novo capítulo. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou para 11 de dezembro o julgamento dos pedidos de liberdade de Cleusimar de Jesus Cardoso, Ademar Farias Cardoso Neto, Hatus Moraes Silveira e Verônica Seixas, todos investigados pela morte da empresária e ex-sinhazinha do Garantido, Djidja Cardoso.
A análise ocorrerá em sessão virtual da 6ª Turma, após o ministro Sebastião Reis Júnior determinar a união dos quatro Habeas Corpus, garantindo que todos sejam avaliados em conjunto. A decisão pode definir se os investigados permanecerão presos ou passarão a responder ao processo em liberdade.
Sentença anulada e dúvidas sobre laudos reacendem debate
A condenação dos réus em primeira instância foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que apontou nulidade grave na inclusão tardia de laudos toxicológicos.
Segundo a defesa, os documentos indicam apenas quantidade mínima de cetamina, compatível com uso pessoal e não com tráfico, como sustentava a acusação no início da investigação.
Mesmo após a anulação, os investigados continuam submetidos a medidas restritivas. Hatus, a mãe e o irmão de Djidja estão presos há um ano e cinco meses, enquanto Verônica Seixas cumpre medidas cautelares com tornozeleira eletrônica há mais de 12 meses.
Todos foram alvos da Operação Mandrágora, da Polícia Civil do Amazonas, que investiga o uso e comércio de cetamina em Manaus, operação que se intensificou após a morte de Djidja, em maio de 2023.
Defesa fala em ‘prisões sem fundamento concreto’
Os advogados afirmam que não há risco atual que justifique a manutenção das prisões e medidas cautelares, classificando-as como baseadas em “perigo abstrato”. Para eles, a permanência das restrições seria desproporcional após a anulação da sentença.
A expectativa agora se volta ao julgamento do STJ, que pode redefinir os rumos do caso que há mais de um ano domina o noticiário manauara e mobiliza a opinião pública em todo o estado.





