A decisão sobre a denúncia do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outras 36 pessoas investigadas pelo suposto planejamento de um golpe de Estado, identificadas pela Polícia Federal, só deverá ser tomada em fevereiro de 2025. De acordo com um integrante da Procuradoria-Geral da República (PGR), o chefe do órgão, Paulo Gonet, precisa de mais tempo para analisar o extenso material reunido nas investigações.
O relatório da PF, com mais de 800 páginas, foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e está sob sigilo. Ele deverá ser analisado em conjunto com outras apurações relacionadas, como as investigações sobre a fraude nos cartões de vacina e o caso das joias sauditas. Este processo demandará uma análise cuidadosa devido à complexidade e ao tamanho do conteúdo.
Embora exista uma expectativa de que a PGR se manifeste ainda neste ano, o recesso do Judiciário, previsto para começar em dezembro, também contribui para o adiamento da decisão. O relatório, que está atualmente nas mãos do ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso, deverá ser enviado formalmente à PGR nos próximos dias. A partir daí, a Procuradoria terá a responsabilidade de decidir se apresenta a denúncia, pede o arquivamento do caso ou solicita o aprofundamento das investigações.
Caso a PGR decida seguir com a denúncia, o material será enviado ao STF, que terá a última palavra sobre o prosseguimento do caso. O tribunal poderá, inclusive, rejeitar a denúncia e devolver o caso à Procuradoria para novas análises. Se aceito, os indiciados se tornam réus e terão seus casos julgados.
A expectativa é que o processo avance nos próximos meses, mas a complexidade da investigação e o calendário judiciário indicam que a decisão final ficará para o início de 2025.





