Eleições limpas? Nunca tivemos. Há muito tempo o Brasil vive sob o jugo de uma ditadura disfarçada de democracia. A legitimidade do nosso processo eleitoral ruiu de vez a partir de 2018. Presenciamos um espetáculo em que o próprio Judiciário tirou da cadeia um condenado por corrupção e, com o respaldo ostensivo de boa parte da mídia, trabalhou para criminalizar um presidente aclamado pelo povo, dividindo a nação ao meio. Hoje, o grupo que se instalou no poder sabe que não pode (e não aceita) perder.
A história das eleições brasileiras sempre mostrou padrões claros: nunca houve uma virada de placar no segundo turno, especialmente quando a esmagadora maioria das manifestações populares e dados de mobilização indicavam a vitória do outro candidato. Adicione-se a isso episódios inéditos, como o atraso na apuração e no fechamento de urnas em regiões estratégicas. No jogo do poder, coincidências dessa magnitude simplesmente não existem.
Muitos me perguntavam antes do pleito se havia alguma chance de a esquerda vencer, sobretudo diante da discrepância visível entre os movimentos gigantescos da direita nas ruas e a apatia da oposição. Minha resposta sempre foi categórica: sim, existe chance. Não pela vontade da maioria das urnas, mas porque esse grupo joga sem regras e não aceita a derrota, custe o que custar. O que vimos foi, mais uma vez, a manipulação institucionalizada se impondo sobre a soberania popular.
Agora, a grande questão é: o que fazer daqui para frente? Viver sob a sombra de um sistema visivelmente corrompido não é o futuro que desejamos para as nossas famílias, para as nossas empresas e para as próximas gerações. Cabe a nós definir os rumos da resistência e da busca por um país verdadeiramente justo e livre.






