O impacto ambiental do fast fashion voltou ao centro das atenções após a Shein divulgar dados alarmantes sobre suas emissões de gases de efeito estufa. A gigante chinesa, conhecida por popularizar a moda acessível, agora lidera o ranking das empresas mais poluentes do setor, ultrapassando concorrentes como Inditex (Zara), Nike, H&M e LVMH.
Embora o fast fashion ofereça preços baixos e atenda ao consumo em massa, seu modelo de negócios tem um custo ambiental elevado. De acordo com números revelados pela própria Shein, a empresa se consolidou como a maior poluidora da moda nos últimos três anos, destacando-se em um setor que já é um dos mais prejudiciais ao meio ambiente.
Em um relatório recente publicado pelo portal Business of Fashion (BoF), a Shein admitiu que suas emissões de dióxido de carbono (CO²) atingiram níveis recordes. A varejista, que em 2021 era responsável pela emissão de 6 toneladas de CO², quase triplicou esse valor em 2023, alcançando 16,7 toneladas. O índice é superior ao da sua principal concorrente, a Inditex, que registrou 16,4 toneladas no mesmo período.
Além disso, a Shein superou outras grandes marcas do setor. A Nike emitiu 9,5 toneladas de CO², enquanto a H&M atingiu 8,6 toneladas. Esses números colocam a Shein no centro das discussões sobre práticas ambientais, especialmente no contexto do Environmental Social Governance (ESG), estratégia adotada por investidores que priorizam sustentabilidade.
A resposta da Shein
Diante da crise ambiental, a Shein tem buscado soluções para minimizar seu impacto. Em julho de 2024, a empresa anunciou a criação de um fundo de circularidade de US$ 200 milhões para investir na reciclagem de materiais têxteis. Além disso, a varejista está optando por fornecedores mais próximos de seus mercados, como Turquia e Brasil, com o objetivo de reduzir as emissões relacionadas ao transporte.
A meta da empresa é cortar 25% das suas emissões nos próximos seis anos, em alinhamento com a Science Based Targets Initiative, uma organização global que estabelece metas climáticas baseadas na ciência.
O futuro da moda
A crescente pressão sobre a indústria da moda exige mudanças profundas no setor. A sustentabilidade se tornou um imperativo para marcas e consumidores. Entre as alternativas discutidas, a economia circular surge como uma saída para equilibrar inovação, responsabilidade social e preservação ambiental. O desafio é grande, mas o futuro do setor depende de medidas concretas para reduzir os danos ao meio ambiente.






